Leituras

Fui convidado pelo Eduardo Graça para participar de uma corrente que não poderia evitar: mencionar as 5 leituras mais "presentes" e "próximas". [atualização: resultado do ‘meme’ aqui]

Atualmente, o que rege minhas leituras, em boa parte, são obrigações. Tenho que terminar um texto longo e difícil sobre um assunto bem complicado, que não tenho familiariedade alguma. Então, quase todos os esforços do semestre foram e estão concentrados nisso. Em suma, diria que esse grupo de textos seria minha "primeira" leitura, presente e próxima.

Mas dos livros que atualmente me circundam, gostaria de mencionar (links do título para referência em livrarias):

1 – O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Comprei esse agradável livro há alguns dias. Leitura fácil, atraente, muito interessante. Daqueles livros que é difícil de largar quando se começa a ler. Infelizmente, tenho que intercalar a leitura com as obrigações. Mas não tarda, e poderei terminar a prazeirosa leitura. 

2 – O Diário da Ásia, de Thomas Merton. Trata-se de um apanhado de textos do último período da vida desse monge trapista, antes de falecer. Junto a relatos pessoais, constam várias conferências pronunciadas, inclusive a última e curiosa "Marxismo e perspectivas monásticas". Leitura interessante por vários motivos, dentre eles como uma espécie de catolicismo extremo vem de encontro com as próprias bordas externas do cristianismo.

3 –  Lobo Solitário, de Kazuo Koike e Goseki Kojima. Exceção à regra, é um gibi. Mais especificamente um gibi japonês ("mangá"), de 28 volumes. Emprestei do Leandro ;). Conta a história de um samurai medieval que percorre o Japão após ser deposto de seu cargo oficial. Leitura envolvente, desenhos impecáveis, quadrinhos fluidos, como em um filme. A pesquisa histórica é rigorosa, com referências abundantes da arte, literatura, e práticas sociais e jurídicas da época. Alguns posts do Catatau, como Wu Men e Oumi Hakkei, deveram-se a essa leitura.

4 – Meditações, de Marco Aurélio. As "Meditações" não são um livro. Consistem na verdade em um conjunto de anotações do imperador romano sob o título parecido com algo como "A mim mesmo". Cada passagem serve como uma espécie de lembrete ao filósofo; algo como uma ferramenta, cuja função é equipar o escritor com uma série de pensamentos que permitam o bem-viver, preparando-o para todos os acontecimentos. Disso, uma série de elementos interessantes saltam aos olhos, desde o papel da escrita, ao da filosofia. E não, filósofos antigos não são livros para administradores 😉

5 – Bíblia do Peregrino. Essa tradução, comentada por Luís Alonso Schockel, é um imenso manancial, em vários sentidos. A começar pela beleza literária do texto, passando pelas imensas notas de rodapé, até a unidade do comentário, e as inúmeras referências.

Sem compromissos delegados, gostaria de passar o convite (e a curiosidade) adiante aos prezados: Marcio Pimenta, Donizetti, Marcela, Omar, e Hermenauta.

*** 

Logo mais, comentarei sobre um outro "meme".

***

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5 comentários sobre “Leituras

  1. Legal, Catatau! Gostei de conhecer mais os seus caminhos de leituras…

    (E quase tomei um susto ao ver o meu nome ao final do artigo… rs)

    Vou pensar em uma resposta.

    Beijos

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