A Psicologia no balaio de gatos

 A Abraceh surgiu para promover ética, paz, cidadania e defesa dos direitos, porque os ativistas do movimento pró-homossexualismo estavam intimidando a Igreja e os missionários. A Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia, criado numa aliança com esses ativistas, pretende negar e derrubar todas as teorias psicológicas que abordam a homossexualidade como um comportamento a ser tratado e visa desestimular iniciativas de apoio aos que desejam a mudança da sua orientação homossexual.

 O trecho acima é de uma entrevista realizada em junho, com uma psicóloga chamada Rozangela Justino. Ela criou um movimento, junto com igrejas evangélicas, que busca "curar" a homossexualidade, com base em "teorias psicológicas" (aliás: quais?) que supostamente denotariam essa condição como um "transtorno egodistônico" (veja só, Artur!).  
 
Sobre isso tudo, e implicações, o Catatau escreveu um texto. Antigo, mas não inatual.
 
Curiosamente, o texto não foi respondido por quem parece mais interessado em defender essas "teorias".

Mas o problema não é bem esse. Se desse lado a psicologia se mistura com a crença dos evangélicos, lá está ela com os físicos quânticos, aconselhadores metafísicos, pastores psicanalistas arrebanhadores de milhões… Sem contar as terapias alternativas, as de vidas passadas, ou as terapias on-line tabajara. Há quem diga que recentemente se desvela também o mercado de personal friends, "grande" filão para psicólogos.

Tudo isso quando a psicologia já não é, de saída, uma arma de satanás, como querem alguns estudantes – futuramente, também psicólogos.

E não mencionamos ainda os concursos que pagam melhor os coveiros.  

O que acontece com a psicologia?

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7 comentários sobre “A Psicologia no balaio de gatos

  1. Rapaz, é muita coisa ruim dita e pensada sobre Psicologia e por alguns psicólogos!
    Eu sempre vou pensar que o problema da Psicologia é que ela não é científica, salvo uma ou outra abordagem. E esse não cientificismo deixa aberta a possibilidade de que cada pessoa invente a sua própria Psicologia… Os absurdos que vemos são essas invenções, não aparentadas com a ciência…
    O primeiro passo a tomar é extinguir, em uma tacada só, todas as abordagens que não se encaixam na boa e velha ciência moderna.
    Abraço

    RE: Olha Robson, e aí sobrevém uma outra boa pergunta: extinguir como?
    abração,

  2. Restruturação curricular nos cursos de psicologia? Controle deontológico e profissional? Pode ser, mas não sei por onde começaria. O contexto é difícil. Estamos numa época onde pululam esoterismos, e o reencanto do mundo avança célere. Já encontro duendes e fadas fazendo compras nos supermercados, numa boa, sem nenhuma proibição, à luz do dia! Fadas psicanalisadas e sem complexo de Elektra, o que é perigosíssimo!

    Juntar psicologia, religião e ultraconservadorismo é explosivo. Faz parte de nossa época. O momento é apenas de resistência, Catatau, não tem muito o que fazer, além de resistir e manter o humor.

    Conheço vários psicólogos que são esotéricos e que misturam, a seu bel prazer, teorias psicológicas com imposturas intelectuais, tipo Michoterapia, Flores de Bach e outros babados. Sinceramente, quando escuto a palavra “holismo”, fico egodistônico (hehe)!

    Os sintomas egodistônicos são evidentes (quadro muito grave): irritação ou nervosismo; ansiedade e angústia; fala com frases desconexas; tremores no corpo; indisposição, fraqueza e mal estar, dor de cabeça, tonturas, vertigem, alterações visuais; salivação e sudorese aumentadas; náuseas, vômitos, cólicas abdominais; respiração difícil, com dores no peito e falta de ar; dores pelo corpo inteiro, em especial nos braços, nas pernas, no peito; urina alterada; convulsões ou ataques; desmaios, perda de consciência até o coma…

  3. Eu estou com o Robson.

    Mais do que extinguir, o jeito é fortalecer uma visão alternativa e cientificamente, filosoficamente e eticamente mais consistente. A extinção virá paralelamente a isto.

    Beijos

  4. Artur,

    Também tenho sintomas egodistônicos quando vejo isso, hehehe
    Mas você toca em um bom ponto, Artur: fiscalização, e revisão dos cursos de graduação (o que faz também o comentário Anônimo. Será que esses dois elementos não resolveriam o problema? Se um psicólogo formado vê sem problema algum que pode misturar psicologia com técnicas exógenas, não seria porque não foi bem formado, e não compreende bem o que é psicologia? Igualmente, se pode exercer psicologia desses tipos, não seria pq não encontra barreira alguma no “mercado”?
    Quanto ao bom humor, êta instrumento bom que havia esquecido, e dentre outros elementos os Perrusi ajudaram a lembrar
    abração,

  5. Opa!
    Você falou da Física Quântica e isso me lembrou da explosão de lançamentos de ‘auto-ajuda’ que revelam os “segredos”…
    Isso é um fenômeno, e não ocorre de modo isolado.
    Penso eu, que as condições materiais nas quais essa produção “intelectual” ocorre são as mais bárbaras possíveis. Não há compromisso com o conhecimento e muito menos com a ciência. Na minha singela opinião, o compromisso é dado pelas questões objetivas e a maior delas é a do “faça e vença (financeiramente)”, mas faça diferente.
    Aí entra a questão de se usar de tudo, inclusive a Física Quântica, que por sinal, “ninguém entende”. Ninguém entendendo fica mais fácil de manipulá-la com propósitos diversos, dos mais honestos até os mais descompromissados. Tipo conversa de boteco…
    O conteúdo de seu post me intriga há tempos. Penso que é possível explorar esse conteúdo para tentar desvendar qual o “segredo” por trás de tanta conversa fiada.

    Abraços,

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