Confiança e ignorância

Estava às voltas com aquele livrinho do Robert Heilbroner (A História do Pensamento Econômico), quando me deparei com um assunto sobre o qual há muito pensava. Lá vai:

(…) apressei-me a falar ao professor Lowe sobre minha intenção de escrever um livro que focalizasse a evolução do pensamento econômico.

Exemplo típico do mestre alemão em sua melhor fase, Lowe irritou-se:

– Você não pode fazer isso! – declarou, com firmeza professoral.

Mas eu tinha a forte convicção de que podia fazê-lo, convicção essa nascida, como escrevi em algum lugar, da necessária combinação de confiança e ignorância que apenas um estudante pode ter. (…)

Pelo jeito, a fórmula é universal 😉

Aí o Artur veio com um comentário, a respeito de mantermos o bom humor como instrumento de "combate". Bom humor e docta ignorantia: que bela combinação! 

(lembrando ainda que, sem a tal ‘confiança’, o fulano acima não terminaria de escrever o livro) 

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3 comentários sobre “Confiança e ignorância

  1. Eu sei que já deixei essa frase aqui, mas ela cabe como uma luva neste post, não?

    “Ignorar convida a tentar. A ignorância é um devaneio e o devaneio curioso é uma força. Saber, desconcerta às vezes, e desaconselha muitas.”. p.230, Os Trabalhadores do Mar, Victor Hugo

    Mais uma que conheci este final de semana, e apaixonei-me por ela (assim como aconteceu contigo, também costumo achar frases que expressão o que penso por ai rs):
    “Não me deixe viver
    o que posso,
    Que me seja permitido
    desaprender os limites.”

    Fábricio Carpinejar

    Genial, não é? Acho que uma das principais funções dos professores universitários hoje é “desensinar” limites aos seus alunos. Deixar de ser quem diz “não” e passar a dizer “vai”, “arrisque”. “experimente”, “tente”… estamos precisando de mais incentivadores e menos boicotadores.

    Lógico que as vezes alguém precisa avisar ao calouro desatento de alguns detalhes… hehehehe

    beijos

    RE: Opa, com certeza, muito boas frases, como sempre!
    É, a questão parece sempre ser essa dubiedade: o fulano acima escreveu o livro porque era confiante e ingênuo demais; mas se não fosse assim, não escreveria o livro. Que limite impor?
    bjs,

  2. Talvez as grandes filosofias tenham sido esse misto de saber x não saber, mesmo porque quem pode assegurar que sabe?

    Ao contrário de todos os impulsos que me limitam, prefiro ficar com a ousadia de tentar, mesmo que eu não não esteja pronto desde já, pois como raios poderia estar pronto? E qual é o último grão que completa o sábio, o cientista, o filósofo?

    RE: Boa Adriano, gostei especialmente o “mesmo porque quem pode assegurar que sabe?”
    Aí começa o ocidente…
    abração,

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