Abu Ghraib, liberdades civis, e 30 anos atrás

bottero abu ghraib

O Festival de Cinema de Berlim lançou um documentário chamado "Standard operating procedures". Dirigido pelo norte-americano Errol Morris, trata dos abusos cometidos em Abu Ghraib. No mesmo contexto, Taxi to the Dark Side concorre ao Oscar 2008.     
 
Outro filme que tratou de passagem o mesmo tema é Kurtlar Vadisi, produção turca de 2003 que trata de um comando combatendo forças norte-americanas no Iraque. O filme reúne vários temas bem caros à percepção do oriente médio sobre a intervenção norte-americana.
 
Em contexto não muito distante, um dos sites-destaque do del.icio.us é o Loss of Civil Liberties Since 9/11. Reúne linhas de tempo de diversos temas:
This is the History Commons project for the loss of US civil liberties under the current administration, and before. We are currently focusing on several topics, including the expansion of executive power (the “unitary executive”), the NSA’s domestic surveillance program, the use of “national security letters” to force information from citizens, and others.
Por coincidência, lia um texto de Robert Fisk, a respeito da invasão da embaixada norte-americana no Irã em 1979, durante a revolução islâmica. Sobre as tentativas de intervenção norte-americana da época, no Irã e em outros países (após a Operação Ajax, encabeçado pelos EUA e Inglaterra para depor o primeiro ministro iraniano Mohamed Mossadeq, temia-se um novo golpe norte-americano contrário à Revolução, que alavancou a oposição a Jimmy Carter, e favoreceu ironicamente a eleição futura de Ronald Reagan, alguém segundo Fisk "menos sensível" a questões do oriente médio), consta:
 A iranian girl who had studied journalism in New York – who had experienced, as she put it, the fruits of American Democracy – demanded to know why americans were prepared to support the Shah´s regime when it had opposed individual freedom and dissent. ‘In the United States, we learned all about liberty and the freedom to say what we wanted to say. Yet America went on propping up the Shah and forcing him to squander Iran´s wealth on arms. Why did it do that? Why was America a democracy at home, and a dictator abroad?’ There was, of course, a contradiction here. The fact that President Carter, whose campaign for human rights was well known in Iran, should have continued to honour America´s political commitment to the Shah before the revolution – in however tentative a way – was regarded as Hypocrisy. (The Great War for Civilization, Ed. Harper Perennial, p. 146)
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