Eleições 2008 em Curitiba – os 70%

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Amos Nattini – Inferno, Canto III (1919-1930)
 
Raul Lisboa – A bordo do ônibus bi-articulado de Curitiba

 

Acompanhando as últimas pesquisas para eleição do próximo prefeito de Curitiba, vê-se que Beto Richa (PSDB) conserva o índice de 70%, enquanto Gleisi Hoffman (PT) subiu um pouco e conserva agora índice de 15%. Em terceiro lugar, os indecisos (!) somam 5%.
 
Pois no último post sobre as eleições, o Leandro fez uma observação muito interessante: em Curitiba, 70% da população usa prioritariamente transporte público.
 

Se a estatística é correta, isso quer dizer que 70% da população de Curitiba se amontoa feito sardinha em ônibus insuficientes, demorados, num trânsito infernal. E boa parte desses 70% votarão em Beto Richa.
 
Qual seria a explicação disso? Enquanto ela falta, ensaiamos novas maneiras de convívio social, e cantos do ônibus até então inexplorados (quem pega sabe o que estou falando ;))
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3 comentários sobre “Eleições 2008 em Curitiba – os 70%

  1. É engraçado ler isso,pois o que passam pra gente é que o transporte coletivo de Curitiba é o melhor do país, bem se ele é o que tu tá dizendo, então o que resta para o nosso de Porto Alegre… hehehehe. Abração

  2. Como eu trabalho no setor e sei que não é a maravilha que todo mundo pensa, devido aos custos elevados e tarifas que quase sempre não são suficientes sequer para cobri-los, o que significa que o capital investido tem um retorno, quando tem, muito menor que se fosse aplicado em outra atividade, mesmo meras aplicações no mercado financeiro que além de tudo não dão tanto trabalho, eu só opinaria se conhecesse a realidade do sistema de Curitiba: a tarifa cobre os custos? Há subsídio? Houve desoneração?
    Mas eu não vim aqui pra debater este assunto. Vim pra deixar um grande abraço e dizer que estou linkando o seu blog no meu recém criado.

  3. Fred e Marcos,

    É engraçado mesmo, pois de certo modo poderíamos dizer que Curitiba era de fato exemplo no transporte público. Muito embora, Fred, nunca houve concorrência pública de empresas, mas o favorecimento de um grupo familiar da cidade (Gulin), que dividiu as empresas, e sempre esteve relativamente próximo de diversos governos.

    A questão, em termos de gestão, me parece uma espécie de esgotamento: dando certo por bastante tempo, não evoluiu com a evolução da cidade. A política de “enxugar” a máquina – lembremos que relativamente recente – não acompanhou a necessidade de aumento dela, essa parece ser a questão do colapso por aqui.

    Fred, teus escritos são sempre muito bons. Colocarei tb o link por aqui!

    abraços,

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