Jornais antigos, publicados on-line

  Um pouco na linha desse post do excelente blog da Luciana, reproduzo abaixo um informe da jornalista Graziella Beting. Ela escreve sobre diversas iniciativas conjuntas, que digitalizam arquivos inteiros de antigos jornais.

 
Notemos que esse grande movimento de abertura dos arquivos para pesquisadores é contemporâneo de outro, de fechamento. Diversas produções, hoje, tendem a ser acessíveis apenas após o pagamento de cara assinatura. Algo que certos pesquisadores, em muito, nem consideram colocar na balança.
 

Para constatar isso, o movimento de "fechamento" é tão rápido que algumas das próprias referências divulgadas por Beting (abaixo) já começaram a cobrar pelo acesso pleno, como The Times.
 
Prestemos atenção a esse jogo, especialmente quando se fala em produção científica, e material historiográfico. A que responde o fechamento desse tipo de material, que por excelência deveria ser de domínio público? Segue o texto:
 
O cotidiano dos séculos XVIII e XIX nunca esteve tão próximo. Diversos projetos de digitalização estão fazendo com que a internet se torne um grande arquivo mundial de coleções completas de jornais daquela época.

O inglês The Times acaba de colocar na rede 200 anos de seu acervo. São consultáveis, gratuitamente, os jornais desde 1785, quando começou a circular, até 1985. Um total de 20 milhões de artigos. No ano passado, o americano The New York Times já tinha se lançado em empreitada semelhante, oferecendo acesso aos jornais publicados entre 1851 e 1922.

No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional oferece, on-line, as coleções completas dos jornais impressos O Conciliador (1822 e 1823), O Lavrador, Compilador Mineiro, Diário do Governo do Ceará, Idade D’Ouro do Brasil (1811, 1818 e 1821), O Éco da Villa Real da Praia, O Natalense e O Correio Braziliense. A iniciativa se repete em outros arquivos.

Nos Estados Unidos, a Biblioteca do Congresso, em Washington lançou o Chronicling America, projeto que pretende, até 2011, colocar na rede todos os jornais publicados nos EUA entre 1836 e 1922. Atualmente estão disponíveis mais de 624 mil páginas de 74 jornais, publicados entre 1890 e 1910.

Na França, a Biblioteca Nacional acaba de anunciar que ampliou para 1.200 o número de títulos de periódicos consultáveis em seu site Gallica. Entre eles, a coleção completa do primeiro jornal diário francês, La Presse, além de Le Figaro, Le Temps, La Croix, L’Humanité, Le Journal des débats, Le Petit Parisien.

A seção de periódicos digitais da Biblioteca Britânica foi lançada há um ano e espera chegar, até o fim de 2008, a 3 milhões de páginas de jornais do século XIX online. A Biblioteca Virtual Española de Prensa Histórica oferece quase 4 milhões de páginas de jornais, sendo o mais antigo La Pensatriz Salmantina, de 1777.
 
Links publicados por Beting: 
 
The Times: http://archive.timesonline.co.uk/tol/archive
The New York Times: http://timesmachine.nytimes.com/browser
Fundação Biblioteca Nacional, Brasil: http://www.bn.br/fbn/bibsemfronteiras/
Biblioteca Nacional da França: http://gallica.bnf.fr
The Chronicling America, EUA: http://www.loc.gov/chroniclingamerica
Biblioteca Britânica: http://www.ncse.kcl.ac.uk
Biblioteca Virtual Española: http://prensahistorica.mcu.es
 
 ***
A propósito: o Catatau embarcou na onda de livreiro, e agora oferece livros da Livraria Cultura. Os links permanecerão na barra lateral, tanto para consulta direta na Cultura, quanto para pesquisa de preços 😉
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2 comentários sobre “Jornais antigos, publicados on-line

  1. Oi Catatau
    Em primeiro lugar, obrigada pela referência elogiosa. Em segundo, só pra registrar uma coincidência: trabalhei com a Graziela (gente boníssima), não diretamente, mas na mesma editora. Por fim, o conteúdo pode ser de domínio público, mas alguém está cuidando dele e tornando o acesso possível. Se for uma instituição privada, me parece justificável que cobre por isso. É como quando vc quer publicar uma imagem de domínio público, se vc tiver a imagem em alta, ok, não deve nada a ninguém; do contrário vai ter de comprar de um museu ou de um banco de imagens, e raramente é barato, mas pelo menos vc pode usar quantas vezes quiser pro resto da vida. Sem querer defender quem cobra por isso (defendo o copylef!), o fato é que não chega a me indignar, me parece fazer parte da ordem “natural” das coisas. Abraços, Luciana

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