Reuters – Fotos do ano 2008

Reuters – Fotos do ano 2008

https://i0.wp.com/i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/reuters2008.jpg

E também de 2007, 2006 e 2005.

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As fotos ensinam muito sobre jogos de visibilidade. Há alguns dias, uma nova batalha picrocholina "estourou" na chamada "blogosfera" brasileira. O novo incomodado era um dito "professor" cuja maior "contribuição" à esfera pública, dada pelos seus textos, é o tom vulgar e as palavras de baixo calão empregadas contra os interlocutores.

Será mal de brasileiro, confundir interlocutor com inimigo, e palavras contrárias como ataques pessoais?

O que se sabe é que suas aparições públicas (da internet ao rádio e à TV), entremeadas de um grande macaqueadorismo de gênio, atraem muitos seguidores.

Vê-se palavras de baixo calão em todo lugar. Mas qual é a diferença entre as palavras desse "professor", e a de qualquer outra pessoa? A visibilidade. Tais acontecimentos picrocholinos mostram que ter visibilidade não significa ter razão. Aliás, esse professor e seu secto são inimigos profundos – e eu perguntaria se não haveria aí um profundo ressentimento – do pensamento brasileiro. Se tal inimizade se retribuísse com pensamento, aí teríamos algo muito bom.

Mas aí que está, não existe diálogo possível quando se garante visibilidade com grunhidos, quando ao invés de atacar o pensamento, ataca-se o pensador. É realmente curioso como certas pessoas adquirem notoriedade, na natura desvairada destes ares. 😉

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E agora, referindo-me a um bom professor (preocupado em propor uma discussão pública com os alunos, analisar o papel da autoridade e do argumento, o peso das grandes mídias, e afins), aí está o problema, Rodrigo: deve-se sempre apontar o dedo para cada debate, cada uso de mera autoridade (ao invés de uso de argumento), cada manifestação de discurso que se apoia mais em posições de grupos de interesse do que em um debate.

Mas não se pode confundir o princípio que gera tais figuras, com um suposto privilégio delas mesmas. Dizer que tal ou qual sustenta um discurso que no fundo tem relações com certos compromissos inconfessos não significa dizer que todo o debate deve se manter nessa figura. Ela ganhou visibilidade precisamente pela ausência de debate. Chamando atenção aos compromissos, talvez ela não tivesse a palavra tão facilmente considerada insuspeita.

Talvez devêssemos chamar a atenção a o que mantém certas autoridades: elas escrevem livros, falam a partir de veículos de grande difusão, o que é muito bom. Mas quando propoem o debate "aberto", o que e como falam?

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7 comentários em “Reuters – Fotos do ano 2008

  1. Olá!

    Obrigado pela referência! O blog está muito bom. Eu não estou inteirado dessa polêmica na blogosfera, que você menciona no post. Quem é o chamado “professor”? Não seria o caso de deixar um link para o centro dessa polêmica?

    Isso não significa, necessariamente, dar mais visibilidade a ele; ao menos não significa dar aquela visibilidade perniciosa, que lhe conferiu os seguidores que você aponta. As considerações do post são importantes: Como falam essas pessoas que, no fundo, não contribuem para um debate público positivo?

    Estou lhe devendo uma resposta de e-mail. Não me esqueci. Ainda que tardia, ela chegará!

    Abraços

  2. Aí que está, Rodrigo e Renato,

    A referência era para ficar sem link mesmo. Amanhã outro affair igualzinho aparecerá (como, com outras figuras, ontem foi igualzinho)

  3. É incrível que haja gente capaz de seguir esse discurso potencialmente perigoso (poderia o ser, em outros contextos), crasso e paranóico de gente como olavo de carvalho. Quanto à filosofia, POUCA coisa se salva entre o que ele escreve. Mormente se trata de um leque enorme de comentários ingênuos.

  4. Catatau,

    Só vou me ater à observação do palavreado de baixo calão, que tende a reduzir tudo a nada, sempre.O que contribui para desviar o foco.

    Sou uma modestissima professora no litoral de São Paulo, mas sempre acreditei que é preciso, não só falar dos nossos problemas, mas manter a postura, o que muitos esquecem. É possível ser bem humorada e interessante, sem abrir mão do que nos separa, adultos, de adolescentes.

    Abraço

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