Darwin no Brasil e o PMDB

 https://i1.wp.com/i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/frontis.jpg

Já faz algum tempo que me intrigo com a passagem abaixo, provavelmente retirada do relato de Darwin sobre sua viagem no Beagle:

 “Se um crime, não importa quão grave seja, é cometido por um homem rico, ele logo estará em liberdade. Todo mundo pode ser subornado”

Essa passagem foi novamente publicada alguns dias atrás em diversos meios, desde revistas de grande difusão, até blogs. Mas  o mais próximo encontrável no relato é o seguinte:

 Police and justice are quite inefficient. If a man who is poor commits murder and is taken, he will be imprisoned, and perhaps even shot; but if he is rich and has friends, he may rely on it no very severe consequence will ensue. It is curious that the most respectable inhabitants of the country invariably assist a murderer to escape: they seem to think that the individual sins against the government, and not against the people. A traveller has no protection besides his fire-arms; and the constant habit of carrying them is the main check to more frequent robberies. The character of the higher and more educated classes who reside in the towns, partakes, but perhaps in a lesser degree, of the good parts of the Gaucho, but is, I fear, stained by many vices of which he is free. Sensuality, mockery of all religion, and the grossest corruption, are far from uncommon. Nearly every public officer can be bribed. The head man in the post-office sold forged government franks. The governor and prime minister openly combined to plunder the state. Justice, where gold came into play, was hardly expected by any one. I knew an Englishman, who went to the Chief Justice (he told me, that not then understanding the ways of the place, he trembled as he entered the room), and said, “Sir, I have come to offer you two hundred (paper) dollars (value about five pounds sterling) if you will arrest before a certain time a man who has cheated me. I know it is against the law, but my lawyer (naming him) recommended me to take this step.” The Chief Justice smiled acquiescence, thanked him, and the man before night was safe in prison. With this entire want of principle in many of the leading men, with the country full of ill-paid turbulent officers, the people yet hope that a democratic form of government can succeed!

A passagem não se refere propriamente à Bahia e ao Rio de Janeiro (locais visitados), embora também se possa constatar sua validade na história brasileira. Mas a passagem acima seria tradução direta, ou adaptação?

***

Passagem que, em dias de carnaval, não deixa de lembrar outras declarações carnavalescas recentes:

 Passou a ser a política de quem paga mais. Eles [o PMDB] ficam esperando para ver quem paga mais (Pedro Simon)

e

 Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos. Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção. (Jarbas Vasconcelos)

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4 comentários em “Darwin no Brasil e o PMDB

  1. E de que partido é o Jarbas mesmo?
    Parece que o outro lado da moeda da corrupção e da impunidade é a indignação oportunista…

    RE: Isso, Paulo! Que função teria a crítica de Vasconcelos? Restituir o PMDB a um partido originário? Ou interesses estratégicos não declarados? Como era carnaval, ficamos sempre com essa tentação de reverter as declarações, os papéis… O que aconteceu?
    abraço,

  2. Pingback: catatau

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