Beto Richa e seus financiadores de campanha

Marcos Henrique Guimarães escreveu um longo texto-clipping sobre o prefeito de Curitiba e seus financiadores nas campanhas de 2004 e 2008. O gosto ruim é o de não sabermos porque nem Beto Richa, nem Gleisi, divulgaram os valores durante a campanha eleitoral (algum receio?).
A conexão entre o governo Beto Richa com o capital imobiliário local, nacional e internacional , seguindo a linha de seus antecessores Lerner/Cássio (que realizaram a “terraplanagem”, por assim dizer, deste tipo de capital através da construção/manutenção do modelo das estruturais, onde a mais notável é a famosa Conectora 5, hoje Ecoville – empreendimento imobiliário dos mais lucrativos na cidade) começa com um dos seus maiores doadores de campanha, a Administradora de Bens Capela LTDA com R$ 200 mil. Esta empresa tem, nada mais nada menos, como sócia-gerente, a esposa do prefeito e presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa. A Administradora de Bens Capela LTDA é responsável pelo mega empreendimento imobiliário do Alphaville Graciosa, condomínio de luxo aos moldes dos similares em outros estados.

Continua , no mesmo tom bombástico, vinculando matérias com hipóteses. Como na citação do Zé Beto:
A divulgação da relação dos maiores doadores para campanha de reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB) mostra que, em política, o que muda são apenas os nomes. As empreiteiras Camargo Corrêa, Construtora Triumfo e Piemonte Construções estão entre as empresas que mais contribuíram. As duas primeiras com R$ 300 mil cada e a terceira com R$ 200 mil. Na declaração ao TRE consta que foram recebidos R$ 6,9 milhões. As empreiteiras entram com R$ 1,5 milhão. Do bolso do prefeito saiu R$ 1,5 mil. As doações são legais. O que não é legal, usando a gíria, é saber que a Camargo Corrêa faz parte de um consórcio que constrói a primeira fase da Linha Verde, a maior obra do primeiro governo de Richa. Sabe-se, também, nos bastidores, que esta empreiteira, que ganhou musculatura durante a ditadura militar construindo grandes obras durante o chamado “milagre brasileiro”, transita com desenvoltura no Centro Cívico e tem um contato de altíssimo coturno nas vizinhanças da prefeitura. Juntando lé com cré, pode ser tudo, pode ser nada.
O informe de Guimarães está mal formatado. Mas os textos mencionam empreiteiras e empresas relacionadas ao lixo e às refeições públicas (elementos que, por coincidência ou não, são hoje pauta dos noticiários). É bastante fumaça para procurar saber se tratamos de crianças brincando com foguetes, ou de um grande balão incendiário. Pois, segundo o próprio PSDB, tanta generosidade se deve  aos contribuintes serem "idealistas" (!):
Com relação à participação de construtoras, o presidente do comitê financeiro do PSDB, Fernando Ghignone, diz acreditar que elas devam ter financiado outros candidatos. “Ninguém está pensando em retorno porque toda relação com o município e empresa é feita por meio de licitações e concorrências públicas. Vence aquela que oferecer melhores condições aos municípios”, afirma. “Imagino que muitos desses contribuintes de campanha sejam idealistas que vêem na liderança do candidato a perspectiva de dias melhores.”
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Em tempo: lista completa dos gastos de passagens aéreas dos deputados federais paranaenses, e em todo o Brasil.
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Um comentário sobre “Beto Richa e seus financiadores de campanha

  1. O que vou dizer? Talvez o financiamento público de campanha seja um saída, não sei.

    Mas que dá raiva cheirar a origem do problema do lixo (entre outros), a isso dá!

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