89 segundos em Alcázar (Velasquez e Sussman)

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Algo diferente no quadro?

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Todos conhecem Las Meninas, quadro de Diego Velasquez datado de 1656. Mas quanto ao lugar do Rei, quem ocupa? Uma montagem de 12 minutos, intitulada "89 Seconds at Alcázar", joga com a resposta.

Trata-se de um vídeo e livro produzidos por Eve Sussman, que busca reproduzir detalhadamente o ambiente no qual se fez o quadro. Ou pelo menos o ambiente criado pelo pintor, pois a cena representada é a própria representação contida no quadro.

Por enquanto, o único vídeo encontrável é o pequeno trecho acima, no youtube. Alguns "peers" de torrent disponibilizam o filme também. A Amazon e a Livraria Cultura disponibilizam apenas o livro ilustrado (uma peça e tanto, por sinal).

Um post antigo referenciou o quadro de Velasquez, na versão de outros pintores e fotógrafos.

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4 comentários sobre “89 segundos em Alcázar (Velasquez e Sussman)

  1. Tem um texto muito legal sobre esse quadro no link:
    http://www.artchive.com/artchive/V/velazquez/velazquez_atlee.html

    RE: Olá Carlos!
    O comentário parece bem interessante, especialmente onde o autor assinala as mudanças frente a pintura medieval, e compara Velasquez com Cervantes. Mas é estranho ele situar a pintura como “precursora” do iluminismo e do humanismo (até mesmo de Comte!), ou a sociedade espanhola como “semelhante” à República de Platão. Houve efetivamente um projeto desses, ou é analogia do autor?

  2. Catatau,

    Obrigada pelo maravilhoso presente. As telas por si, já o são, claro, mas essa coisa de tentar reconstituir o ambiente em que foram feitas, com a mistura do sórdido com o “nababesco” (em falta de termo melhor, porque me deu um tilt de vocabulário de repente, esperando mesmo assim ser entendida).

    Putz! Lembrei! A palavra é “suntuoso”. Alguma coisa que cansamos de ver por aqui até a anestesia. Digo, essa convivência entre o definitivo suntuoso e o triste, pobre, sórdido. Mas que ainda só rende discussões estéreis que só alimentam a paranóia da classe média alta enclausurada (com o perdão da obviedade) e a visão dos “despossuídos”.

    Mas como acho que tô ficando pedante.

    Mais uma vez, obrigada!

    RE: Pô, aí que o comentário ficou mais interessante: Esse “aqui” é o Catatau? O Brasil? “Aqui” onde? Fale mais sobre isso!! 😉

  3. Na verdade, não é tããããão interessante. É mais uma daquelas obviedades, que já foram denunciadas e ainda o são, o tempo todo e ninguém, afinal, mais liga.

    Coisinhas do tipo fotos da sede da Daslu, da dona Eliane Tranqueira, grudada a uma favela. Notícias a respeito de assaltos a apartamentos de classe média literalmente BERRADAS por tipos como o Datena, alertando, no subtexto que nem tão sub é, que óia só a bandidagem tá crescendo, as favelas tão crescendo, as autoridades não reagem…:-(

    E quando as tais autoridades reagem, vão murar favelas, como no Rio. Vê, como no final, não é um papinho interessante? É manjado, mas você é gentil…

    No todo, a coisa interessante talvez seja a suprema inconsciência que transparece no filme, quando o aristocrata entra na estrebaria, cego aos coitados que estão por ali. Mas eram outros tempos e outra visão de mundo, claro.

    A diferença é que não vejo aristocratas, no sentido de os melhores da sociedade, no Brasil. E mesmo os que assim se vêem, evitariam como uma praga a idéia de “entrar na estrebaria”. A não ser, naturalmente, que ela fosse devidamente “sanitizada”. Ou que seja um filme de ONG promocional.

    Pois é 😦

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