Os textos fundadores do PT

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Colégio Sion. 10 de fevereiro de 1980. Fundação do PT. Lélia Abramo (à esq.), Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra, Lula e Jaço Bittar.[créditos]

Após prolongada e dura resistência democrática, a grande novidade conhecida pela sociedade brasileira é a mobilização dos trabalhadores para lutar por melhores condições de vida para a população das cidades e dos campos. O avanço das lutas populares permitiu que os operários industriais, assalariados do comércio e dos serviços, funcionários públicos, moradores da periferia, trabalhadores autônomos, camponeses, trabalhadores rurais, mulheres, negros, estudantes, índios e outros setores explorados pudessem se organizar para defender seus interesses, para exigir melhores salários, melhores condições de trabalho, para reclamar o atendimento dos serviços nos bairros e para comprovar a união de que são capazes.

Estas lutas levaram ao enfrentamento dos mecanismos de repressão impostos aos trabalhadores, em particular o arrocho salarial e a proibição do direito de greve. Mas, tendo de enfrentar um regime organizado para afastar o trabalhador do centro de decisão política,
começou a tornar-se cada vez mais claro para os movimentos populares que as suas lutas imediatas e específicas não bastam para garantir a conquista dos direitos e dos interesses do povo trabalhador. 

Por isso, surgiu a proposta do Partido dos Trabalhadores. O PT nasce da decisão dos explorados de lutar contra um sistema econômico e político que não pode resolver os seus problemas, pois só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados. 

O trecho acima faz parte do famoso Manifesto de Fundação do Partido dos Trabalhadores, de 10 de fevereiro de 1980. Outros textos fundadores se encontram na página do PT (via DrRosinha)

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2 comentários sobre “Os textos fundadores do PT

  1. Havia um tempo em que se ouvia falar: “o que seria da gente se não fosse o PT”… Penso que estamos vivendo um momento muito peculiar no mundo: as idéias estão sendo deslocadas para certo consumo de realizações, pelo qual os antigos ideais se fragmentaram sob a égide de decisões instituídas e ostentadas através de manisfestações de poder (agora camuflado por uma cultura de consumo) e que passam a produzir identidades terminais. Diante do desígnio, eu prefiro pensar , como Jacques Robin (“Penserà la fois l’écologie, la société et l’Europe”), em uma emergência de uma dimensão Ética para apontar as relações entre o que é produzido pelo conhecimento (ecologia científica)e o que é instituído pelo capital (ecologia econômica).

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