No Paraná, as primeiras prisões

Após as primeiras denúncias do gigantesco esquema de corrupção na Assembléia Legislativa do Paraná (resumo atualizado), hoje a justiça efetuou as primeiras prisões.

Se vale o ditado de que "onde há fumaça, há fogo", não é exagero comparar o ocorrido à nuvem de fumaça do vulcão Eyjafjallajökull: na casa de "Bibinho", ex-homem forte da Assembléia, encontraram um triturador de papel e muitos documentos picotados; os outros acusados renderam apreensões de armas (com munição de uso exclusivo do exército), 73 carros e centenas de milhares de reais em espécie.

O site da Gazeta do Povo mantém o material recolhido dos diários oficiais da Casa, públicos e "avulsos" (publicados sem número de série e em edição limitadíssima, portanto não públicos de fato e de direito).

A ALEP prometeu uma "sindicância interna", postergando os resultados para segunda-feira. Justificativa:

“Neste momento a pressa pode levar a erros, por isso todo o cuidado está sendo tomado para que nada saia fora da normalidade e do devido processo legal”

A julgar quem assinava os diários avulsos – os deputados da mesa diretora – e a morosidade da sindicância interna (delegada pela mesma mesa diretora), o cuidado com a "pressa" é algo bem estranho, gravíssimo se comparado à agilidade de um triturador de papel.

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