Quando o jornalista se torna assessor de imprensa

Daniel Lopes escreveu um artigo certeiro sobre como a imprensa "alivia a barra" das declarações mais polêmicas de José Serra. No caso em questão, o G1.

Ou melhor: não houve apenas uma atenuação do teor das declarações, mas edição e interferência deliberada no conteúdo (e se a mesma declaração viesse de Lula ou Dilma?). Gravíssimo.

Não é à toa o comentário de Luiz Felipe de Alencastro, na excelente entrevista concedida a Diego Viana (quem ainda não viu, vale ler o texto inteiro): 

Valor: A presidente da Associação Nacionais de Jornais, Judith Brito, disse que a fraqueza da oposição leva a imprensa a agir como partido. O que significa a imprensa se comportar como partido político?

Alencastro: Normalmente, a imprensa defende a Constituição, reformas políticas, ideias. Não há nada errado, por exemplo, em apoiar candidatos. O "New York Times" apoiou Obama, mas tem um trabalho jornalístico sério e equilibrado. Esse é o papel da imprensa, o que é diferente de querer substituir partidos políticos. Fiquei perplexo com o texto de uma coluna regular num grande jornal carioca que continha uma proposta partidária para o PSDB. O papel do jornalista não é redigir programas partidários. (…)

Em tempo: isso tudo é incrivelmente sincrônico ao caso do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e das palavras atribuídas a ele pela revista Veja. 

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