Faixa de pedestres

 

Em algum lugar desse imenso mundo, um pedestre segue. Adiante, ele deve atravessar uma via marginal, algo situado entre as categorias de "via rápida" e "rodovia" no Código Brasileiro de Trânsito.

Chegando lá, ele se preocupa com o costume cada vez mais frequente de encontrar uma "brecha" no meio do pesado trânsito, isto é, ele começa a calcular a trajetória dos carros e as condições da pista para uma oportunidade menos perigosa de atravessar.

Surpreendendo o pedestre, de repente um carro pára. Nas vias laterais, os outros carros param também, imitando o primeiro gesto. 

O pedestre não entende nada, não há nem sinal para fechar. Olha para os carros, e um dos motoristas, sem tirar a mão do volante, gentilmente gesticula para o pedestre atravessar.

Sonho? Nesse imenso mundo, o mais engraçado é o sonho ser isso aqui.

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5 comentários em “Faixa de pedestres

  1. Houve uma campanha educativa como essa em Goiânia há alguns anos. Deu certo, de modo satisfatório, apenas por um determinado período. Passando a campanha, senti que a generosidade dos motoristas também foi se acabando.
    No entanto, é possível notar alguma diferença, ainda agora, no comportamento de uma parte dos pedestres – eles aprenderam a acenar, na beira da faixa, pedindo ao motorista a oportunidade de atravessar.
    Abraço!

  2. Acabei de passar perto do Shopping Müleer, ali na praça Dezenove. Tem um ponto do expresso, em frente ao Passeio Público, de onde sai muita gente. Muitos caminham em direção a Cândido de Abreu. Mas quem disse que por lá tem faixa de pedestre?

    Esta lei pode até ser votada, mas em Curitiba ela não pega! Não tem faixa de pedestre!

  3. Bem, amigos, aqui no Sul, mais precisamente no estado de SC e RS, não sei nas capitais, mas na maior de todas de SC, que é Joiville, pelo menos há 8 anos, quando uma luz, uma força maior me deu de presente vir parar aqui, ou mais ainda, em Timbó, onde acontecem meus vai e vem, pra Joinville e pra cá, podem vir todos pra testar. O motorista que assim não proceder ou é de fora, a trabalho aqui, ou turista ou novato na cidade, mas logo acostuma a acompanhar. Você sequer precisa estar com um pé na faixa ou estar em faixa de segurança com semáforo. Parou na frente da faixa e principalmente se há mais pessoas junto a vc, a preferência é sua e assim acontece.
    Em Timbó então, nem se fala…não pare sequer com um amigo, pra conversar em cima da calçada, na frente das faixas de travessia de pedreste. Vão ter que atravessar de sem graça, pelo respeito, educação e procedimento correto do motorista, que pára quase que intuitiva e instantaneamente. Aliás, cidades de interior aqui no sul, em raros casos, usam semáforos… a não ser cruzamentos e avenidas muito movimentadas… fora isso, somente a faixa, se impõe.
    Raramente, exceto no mesmo caso de motoristas de fora, se para em cruzamentos, não se para depois da faixa de segurança, que dirá em cima da faixa de pedestres…
    E tive o mesmo prazer da constatação ao conhecer cidades no interior do RS… por incrível que pareça a mais mal educada um pouquinho, é Bento Gonçalves.

  4. é curioso que justamente em uma cidade tão antiurbana, tão avessa à vida pedestrianizada, tão motorizada quanto Brasília se tenha cultivado tal prática

    foi efeito de lei local?

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