As diferenças que somem e as que aparecem


Greeting the “Arctic Highlanders” (Inughuit) in Greenland (detail), from John Ross, A Voyage of Discovery, 1819.

O César Schirmer divulgou uma reportagem muito interessante, sobre a pesquisa de um antropólogo para documentar uma cultura com pouco tempo de vida: dentro de 10 ou 15 anos, os últimos esquimós Inughuit abandonarão o Ártico por problemas decorrentes às mudanças climáticas.

No outro lado do mundo, dias atrás o fotógrafo amador Jan Reurink chamou discretamente a atenção sobre o desaparecimento dos nômades no Tibet. O governo chinês se interessa em gradativamente assentar esses nômades, fazendo avançar o papel do Estado e todas as medidas populacionais a ele inerentes (saneamento, educação, saúde, moradia, exploração econômica dos recursos, etc.).

De um lado, as mudanças climáticas dificultam a existência de antigos ritos e culturas peculiares. De outro, o avanço sócio-econômico desaloja (ou melhor: aloja, e isso é o mais interessante) culturas irredutíveis.

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