A imprensa pode ser criticada?

O filósofo francês Maurice Blanchot escreveu, no início de seu livro Lautreamont et Sade, um pequeno preâmbulo intitulado "Qual é o propósito da Crítica?"

Nele, dentre outros assuntos, tenta destacar a crítica literária de outras formas de crítica, por exemplo o jornalismo.

Blanchot se concentra na crítica literária, não insiste no jornalismo. Mas a questão parece importante e não restrita a Blanchot: não seria o jornalismo uma espécie de crítica?

Alguém poderia ainda declarar, nessa linha, que o jornalismo é crítico por definição, algo semelhante a um exercício cotidiano da crítica. Se é assim, o jornalismo é sempre crítica em atividade.

Dada a idéia, e se… o jornalismo é criticável? Não deveríamos acusar aí os diversos mecanismos autoritários que constrangem o uso da crítica?

O jornalismo, exercício da crítica, pode ser criticável? Nessa pergunta algo parece evidente: se é criticável e não crítica em atividade, significa que é outra coisa. Só não é jornalismo. 😉

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4 comentários em “A imprensa pode ser criticada?

  1. 1. não seria o jornalismo uma espécie de crítica?

    2. Se é assim, o jornalismo é sempre crítica em atividade.

    3. e é criticável e não crítica em atividade, significa que é outra coisa. Só não é jornalismo.

    chest- argumento falacioso “Non Sequitur”.

    Você não pode mudar a definição de um vocábulo de forma arbitrária e construir um argumento lógico a partir daí.

    O jornalismo, exercício da crítica, pode ser criticável? Nessa pergunta algo parece evidente: se é criticável e não crítica em atividade, significa que é outra coisa. Só não é jornalismo.

    chest- asserção 1 verdadeira, asserção 2 falsa (pois o fato de ser cirticável não o impede de criticar), razão absolutamente nada tem a ver com as asserções.

  2. Você retirou apenas parte do que significam as premissas e a conclusão: se é jornalismo e é criticável, não é jornalismo, porque jornalismo é exercício radical da crítica e não exercício (aí você pode escolher a palavra) estratégico, seletivo, casual, oportuno dela.

    Então se jornalismo é às vezes crítica e às vezes não, isto é, se ele é às vezes jornalismo e às vezes não, o fato de criticar ÀS VEZES (“pois o fato de ser cirticável não o impede de criticar“) compromete tudo, pois crítica aqui e não ali obedece a uma regra prévia que não é a crítica, não é o jornalismo, mas OUTRA COISA.

    Claro, pode-se definir o jornalismo de outras formas, pode-se não assumir as premissas (por isso o uso cuidadoso dos “se”), podemos por exemplo associá-lo aos éditos do poder soberano medieval e não aos princípios iluministas (por exemplo: posso discordar com o que você diz, mas não ocultarei nunca os efeitos do que disse). Algo que seria muito interessante em nosso contexto 😉

  3. Jornalismo não precisa ser crítica.Ponto.
    Cadê sua tese?

    RE: Se você ler o post é capaz de encontrá-la
    Chester, você tem metade de um bom comentador: você parece querer se colocar em discussão.
    A outra metade, os argumentos contrários, você joga fora em nome de simples desqualificação.
    Você bem poderia aproveitar a atenção que dá e a que recebe.
    Comentários assim não tem nada diferente de trollice

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