Maria Rita Kehl, censura e liberdade de expressão

Pluralismo jornalístico? Liberdade de imprensa? Jornalismo sob moldes liberais? Maria Rita Kehl situa muito bem o que ocorreu com ela no Estadão, mostrando que a imprensa no Brasil tem uma dinâmica própria e não se compara com a de outros países:

Viomundo – O seu trabalho foi censurado, concorda?

Maria Rita Kehl – A palavra censura não é boa. No meu conceito, censura seria você não pode escrever sobre isso ou aquilo, corta uma linha aqui, outra ali…  O que o meu caso demonstrou é que o jornal não permite uma visão diferente da do jornal nas suas páginas. É isso. Essa é dita imprensa liberal.

As grandes empresas que controlam a informação no país estão nas mãos de poucas famílias… Teoricamente seriam imparciais, dando voz ao outro lado, só que elas têm um posicionamento muito claro de que não são imparciais. Veja o meu caso. O meu artigo é assinado, não estou falando pelo jornal. Mas nem isso cabe.

Viomundo – Na verdade, os grandes veículos se dizem imparciais, alardeiam isso para a sociedade, só que a prática é oposta…

Maria Rita Kehl — Eu acho honesto que o jornal assuma uma posição. É pior dizer que é imparcial e dar a notícia só com um lado. Isso confunde muito mais o leitor.

É pena que não tenha gente com dinheiro suficiente para apoiar outros candidatos. …Um grande jornal que apóie a Dilma, um grande jornal que apóie a Marina, um grande jornal que apóie o Plínio…

Na verdade, todos os jornais estão apoiando o mesmo candidato. Esse é o problema da política brasileira, da burguesia brasileira, da concentração do dinheiro na sociedade brasileira… Os donos dos jornais são parciais, mesmo… Ninguém é imparcial. Mas, para que os leitores sejam adequadamente informados e se posicionem, é fundamental ter o outro lado. Infelizmente, o que os donos dos jornais revelam é que não cabe voz a outra posição, nem mesmo em artigos assinados.  Que liberdade de expressão é esta?

Anúncios

34 comentários em “Maria Rita Kehl, censura e liberdade de expressão

  1. Maria Rita Kehl – A palavra censura não é boa. No meu conceito, censura seria você não pode escrever sobre isso ou aquilo, corta uma linha aqui, outra ali… O que o meu caso demonstrou é que o jornal não permite uma visão diferente da do jornal nas suas páginas. É isso. Essa é dita imprensa liberal.

    chest- Maria Rita, pode dar uma opnião diferente, mas não diametralmente oposta. Ainda mais quando há risco da liberdade de imprensa advindo de um projeto de governo de esquerda, que nós sabemos onde pode acabar. Não se faça de pastel. Quer falar mal do Estadão, procure o Mino Carta.

    As grandes empresas que controlam a informação no país estão nas mãos de poucas famílias… Teoricamente seriam imparciais, dando voz ao outro lado, só que elas têm um posicionamento muito claro de que não são imparciais. Veja o meu caso. O meu artigo é assinado, não estou falando pelo jornal. Mas nem isso cabe.

    chest- não são imparciais, sã a favor da familia, do capitalismo, da liberdade de expressão. Defendem uma visão do mundo e é legítimno despedir jornalistas que dela não compartilham. Funde um jornal para difundir suas próprias idéias, não tente pegar carona no veículo dos outros.

    Eu acho honesto que o jornal assuma uma posição. É pior dizer que é imparcial e dar a notícia só com um lado. Isso confunde muito mais o leitor.

    chest- o Estadão é notoriamente conservador, nunca escondeu isso de ninguém. Voc~e está tentando confundir a cabeça dos leitores.

    É pena que não tenha gente com dinheiro suficiente para apoiar outros candidatos. …Um grande jornal que apóie a Dilma, um grande jornal que apóie a Marina, um grande jornal que apóie o Plínio…

    chest- hein? Dilma arrecadou 3 vezes mais dinheiro para campanha que os outros candidatos juntos. Um jornal que apóie Plinio , Marina está impossibilitado de ser grande no Brasil, porque o público que compra jornal é conservador.

    Na verdade, todos os jornais estão apoiando o mesmo candidato. Esse é o problema da política brasileira, da burguesia brasileira, da concentração do dinheiro na sociedade brasileira…

    chest- nenhum jornal “free enterprise” apoiará candidatos que preguem o fim do capitalismo, o socialismo, o comunismo, o fim da burguesia, ou uma visão de mundo coletivista.

    Os donos dos jornais são parciais, mesmo… Ninguém é imparcial. Mas, para que os leitores sejam adequadamente informados e se posicionem, é fundamental ter o outro lado.

    chest- parece que agora você entendeu. Porém, existe o outro lado. Carta Capital, A Hora do Povo, Movimento Operário, Cadernos de Psicanálise, enfim, abra um jornal.

    Infelizmente, o que os donos dos jornais revelam é que não cabe voz a outra posição, nem mesmo em artigos assinados. Que liberdade de expressão é esta?

    chest- liberdade de expressão não significa liberdade de escrever nos jornais dos outros. Significa que você pode hoje, sem empecilho, fundar um jornal e sair por aí tentando vendê-lo, cáspita. Me admira uma psicanalista não compreender isso ainda.

    RE:
    Chesterton: cada jornal deve ser privado, defender seus interesses, e esses interesses devem ser privados; Dilma e outros querem “acabar com o capitalismo” e portanto não é legítimo pretenderem ter jornais; por isso, legítimo e justo é manter os jornais existentes conforme os interesses existentes”
    Catatau: Você viu os comentários anteriores do Francisco sobre o teu? Além do mais pensei que você valorizava o pluralismo, tal como reforçou em um dos posts do Pax. Mas que premissas, heim?!

    Chesterton: “liberdade de expressão não significa liberdade de escrever nos jornais dos outros”
    Catatau: Se é assim (e não é), posso bloquear seus comentários quando quiser, é isso?

  2. Deu pra ver que a Kehl cortou um pouco as asinhas do Azenha (sic), que queria mais contundência nas declarações dela.

    Faltou ela falar que a internet permite uma pluralidade que os jornalões brasileiros não permite. Ah, dirá alguém, a internet só atinge uma determinada classe. Mas é essa mesma classe que é o target dos jornalões.

    RE: Será Marcus? Ela não dizer que foi censura não retira, linhas abaixo, a crítica por sua demissão por “delito de opinião”. Ela só foi mais rigorosa na linguagem.
    Quanto ao uso da internet, parece que cada vez mais o povo a utiliza não apenas com propósitos orkuteiros ou msneiros. O twitter não representaria uma pequena mudança nisso? Ele foi bastante popularizado. E é interessante ver as pessoas se pronunciarem nele não apenas em função de interesses pessoais, mas tambem com jargões e frases de conteúdo mais “público”. As coisas são ainda bem fla-flu por lá, mas é interessante o caráter meramente íntimo do orkut/msn se desdobrar nisso em um primeiro momento.

  3. Catatau é completameten legítimo você me bloquear no seu blog, porque o blog é SEU!!!

    Agora, na sua resposta você sugere que escrevi algo que não escrevi.

    “cada jornal deve ser privado, defender seus interesses, e esses interesses devem ser privados; Dilma e outros querem “acabar com o capitalismo” e portanto não é legítimo pretenderem ter jornais; por isso, legítimo e justo é manter os jornais existentes conforme os interesses existentes””

    chest- que abram seus próprios jornais e tentem vendê-los. O que não podem é “parasitar” veículos alheios com idéias que acabariam por destruí-los. Agora EVO (viu a UVA)resolveu atacar a imprensa na Bolivia. É moda de país bananeiro? (ou melhor, cocaineiro).

    RE: Chester, colhi suas premissas, não dá para entender? Do jeito que você comenta, nos limites da tolice, quer dizer trolice, se você não estabelece um plano comum com quem discute com você, então estabelecerei eu um plano comum conforme teus critérios e princípios: bloqueá-lo 😉 (será engraçado ver você resmungando depois ‘o Catatau diz uma coisa e faz outra’).

    Você não compreende que está totalmente enganado: nem o jornalismo segue teus critérios, nem as leis ou o código de ética, nem a sociedade opera conforme tua lente. Mas esse não é o problema: quando alguém diz “você não compreende”, supõe-se que os dois discutiriam, afinariam suas posições em um âmbito comum. Mas nem isso dá com você: você salta fora cada vez que se tenta estabelecer com você um plano comum. Veja teu comentário acima: você simplesmente negou o que tentei ler em tuas palavras e já chutou o balão do Evo Morales. Assim não tem jogo.

    Eu tenho paciência de discutir desse jeito (semelhante ao seu) com os pastores, pois o que eles dizem tem consequências diretas em muita gente. E você, heim? É só um troll que não chega a ser comentarista e enxerga o mundo com as nuances dos pêlos do teu umbigo. Se para você o mundo se reduz a propósitos privados, encerre-se nos teus, ora bolas! Vá ver o Luciano Huck ou o Faustão, pois a imprensa se resume aos primados estabelecidos pro você e tua liberdade de escolha se limita nisso e ponto.

    Por princípio esse blogue não bloqueia (dentro de limites racionais). Ele supõe algo desconhecido para você: a esfera do comum, a possibilidade de duas pessoas se encontrarem para além do que enxergam sobre os umbigos.

  4. Catatau: Você viu os comentários anteriores do Francisco sobre o teu? Além do mais pensei que você valorizava o pluralismo, tal como reforçou em um dos posts do Pax. Mas que premissas, heim?!

    chest: é esse?
    “Chesterton, a própria ética jornalística proíbe a autocensura”

    chest- Francisco, a ética proíbe a auto-censura. O que isso quer dizer? Te explico. Se um jornalista tem algo a dizer que contrarie o interesse do dono do jornal, ele tem que dizer AINDA QUE CORRA O RISCO DE SER DEMITIDO. Ou ainda, se o jornal onde ele trabalha tem políticas que vão de encontro a sua consciência, o jornalista TEM QUE PEDIR DEMISSÃO.
    Não significa que ele pode dizer algo que contrarie o interesse do dono do jornal e imediatamente tenha garantida ESTABILIDADE NO EMPREGO.
    Conseguiu entender, ou tem que desenhar, Francisco?
    Catatau, valorizo o pluralismo, porém:
    – o dono do jornal tem todo direito de decidir quem escreve no jornal dele ou não, a quantidade de pluralismo em cada jornal é decisão do editor.
    Catatau: Olha só, um comentário! Obrigado por expor o que você pensa. Mas está errado: o jornal é do dono do jornal; a “quantidade de pluralismo” faz parte do jornalismo, não do dono do jornal. Enquanto você não compreender isso não tem jeito 😉
    – pluralismo significa que um jornal conservador, por exemplo, não pode por qualquer meio impedir que um jornal “progressista” (ai que atraso) tenha livre circulação, e vice e versa.
    Catatau: Isso não é pluralismo jornalístico, é liberalismo econômico. Não venha dizer que não: você mesmo reduziu o jornal ao dono do jornal. Mas novamente, falamos de imprensa, não de empresa. Creio qeu você não leu nem a Constituição e nem os links que o Francisco te deu
    – jornais que tenham uma linha de pensamento autoritária (nazista, marxista, islâmica) não pdoem ter o mesmo direito de publicações que defendam a liberdade democrática nos moldes ocidentais.
    Catatau: Hum, entendi. Por isso você disse que candidatos como Dilma e Plinio não podem ter jornais, né? Você disse “nenhum jornal “free enterprise” apoiará candidatos que preguem o fim do capitalismo, o socialismo, o comunismo, o fim da burguesia, ou uma visão de mundo coletivista”. Baseado no teu pensamento: se algum jornal o faz isso é auto-contraditório, pois: ou o dono do jornal dá um tiro no pé por apoiar gente que “prega o fim do capitalismo”, ou o marxista que utiliza do capital para financiar um jornal não é marxista, mas um hipócrita. Eita argumento heim!?

  5. (será engraçado ver você resmungando depois ‘o Catatau diz uma coisa e faz outra’).

    chest- catatau, nem do pax reclamo que me bloqueou, pois a casa é dele. ELE DECIDE.`Pode me bloquear que não me importo.

    – colhi suas premissas
    – plano comum
    – nuances dos pêlos do teu umbigo
    – a esfera do comum
    – a possibilidade de duas pessoas se encontrarem

    chest- Catatau, que porra é essa de palavreado politicametne correto que não quer dizer xongas? Mais objetividade, menos bullshit.

  6. Catatau: Olha só, um comentário! Obrigado por expor o que você pensa. Mas está errado: o jornal é do dono do jornal; a “quantidade de pluralismo” faz parte do jornalismo, não do dono do jornal. Enquanto você não compreender isso não tem jeito

    chest- Catatau, There is a reality out there. Sai da frente do computador e va dar uma volta na praia, no shopping, na feira, no centro .

    Catatau: com um descomentário desses, vou mesmo. Sugestão: leia livros sobre o que significa jornalismo e sua história.

    Catatau: Isso não é pluralismo jornalístico, é liberalismo econômico. Não venha dizer que não: você mesmo reduziu o jornal ao dono do jornal. Mas novamente, falamos de imprensa, não de empresa. Creio qeu você não leu nem a Constituição e nem os links que o Francisco te deu

    chest- claro que não. O Francisco que diga o que quiser que eu leia.

    Catatau: Olha como é notável. Vc só chuta balão. Desconsiderou o que eu disse e pronto.

    Catatau: Hum, entendi. Por isso você disse que candidatos como Dilma e Plinio não podem ter jornais, né? Você disse “nenhum jornal “free enterprise” apoiará candidatos que preguem o fim do capitalismo, o socialismo, o comunismo, o fim da burguesia, ou uma visão de mundo coletivista”. Baseado no teu pensamento: se algum jornal o faz isso é auto-contraditório, pois: ou o dono do jornal dá um tiro no pé por apoiar gente que “prega o fim do capitalismo”, ou o marxista que utiliza do capital para financiar um jornal não é marxista, mas um hipócrita. Eita argumento heim!?

    chest- não, personagem dificil, eles podem ter 10 jornais cada um, só não podem desejar espaço em jornais que não querem dar espaço a seus pensamentos politicos. Dá para entender isso? Jornal= empresa, jornalismo = conjunto de jornais? Hein, desenhe 2 balões um dentro do outro.

    Catatau: Negando o comentário acima você só pode negar esse. Vá ler um pouco, caro peito de Chester. Jornal é empresa; mas jornalismo não é empresa. Simples assim. Não sou eu quem o diz. É o jornalismo desde que deixou de ser édito real. Pena que você pretende reabilitar o édito, chamando-o de jornalismo. E pior: se você reduz imprensa a empresa, fazendo isso você reduz jornalismo a publicidade; se o jornalismo se reduz à publicidade (às posições do patrão), no Brasil você não faz mais do que devolver o controle das informações ao “coroné”. Simples assim. Você pensa defender o “capitalismo”, o “liberalismo”, a “iniciativa individual”. Mas de fato o que faz é reatualizar as músicas de Luiz Gonzaga (“é do Coroné…”).

    Você pode discordar, escrever outro arroto comentarístico, mas infelizmente você prega um mito.

    Mas há algo mais. Você diz: “jornal = empresa; jornalismo= conjunto de jornais”. Está erradíssimo. Mil jornais podem não oferecer jornalismo algum. Basta que cumpram o que você prega, reduzir jornalismo a empresa. E pior: reduzir jornalismo a empresa no Brasil. Hipoteticamente um jornal sozinho pode ser ‘jornalístico’, pois pode cumprir seu papel de discussão pública de um modo melhor que mil jornais. Mas cumprindo os preceitos do jornalismo, quanto mais melhor, pois o princípio não é uma fonte (jornal) mas a multiplicação das fontes (cidadãos). Isso não sou eu quem o diz. É o jornalismo 😉

    Isso que você não consegue compreender. Jornal é mídia, é MEIO. Não é fim. Por isso, se ele é meio DO PATRÃO, realiza fins do patrão. Se é meio DA SOCIEDADE, mesmo que regido por um patrão, ele realiza os fins da sociedade. É a diferença entre vender gato ou lebre 😉

    se algum jornal o faz isso é auto-contraditório, pois: ou o dono do jornal dá um tiro no pé por apoiar gente que “prega o fim do capitalismo

    chest- seguidamente o dono de jornal dá tiro no pé, aqui no Brasil o índice de pólvora no sapato dos donos de jornal é altíssimo.

    Catatau: Quem está na chuva é para se queimar. O jornalista que não se põe em discussão pública naõ é jornalista. Isso é que você não consegue entender, reduzindo a imprensa à empresa e postulando uma mitologia da livre iniciativa. Mitologia aliás autocontraditória, pois você mesmo criticou a posição de Kehl sobre o jornal abrir espaço à discussão a posições contrárias (você mesmo sabe que o jornal deveria abrir espaço para opiniões contrárias, tanto que O FEZ, mas omite e age como se não fosse assim). Conforme você mesmo, o jornal não deve permitir a discussão, e portanto a livre iniciativa em esfera pública (caro, não adianta dizer que “não disse isso” – desculpe, mas qualquer leitor ao ler teus comentários acima chega a essa conclusão :o) Não adianta dizer também que “o dono do jornal faz o que quer, se quiser se queimar ele se queima” – novamente redução ad hominem. Você reduz tudo à esfera privada, identificando nosso mundo com um mundo capitalista e liberal. Fazendo isso você não entende NEM o liberalismo que acha que defende.)

    marxista que utiliza do capital para financiar um jornal não é marxista, mas um hipócrita.

    chest- marxista é hipócrita sempre, não há outro tipo. Isso é ponto pacífico. Agora num país livre ele pode (a meu ver absurdamente) ter um jornal marxista. Imagine se em Cuba os Castrinhos vão me deixar fundar um jornal conservador. Aí a hipocrisia fundamental.

    Catatau: Esqueceu onde você foi desonesto: associar Lula e Dilma a ditaduras “marxistas”.
    Mas aí você não se afasta da hipocrisia. Não consegui entender qual é sua posição. É a da iniciativa individual e ponto? Um liberalismo imaginário e originário? Desculpe meu caro, mas isso é mitologia pura. Se você acha que vive nesse mundo, aí é você que precisa sair e dar uma volta.

  7. Isso que você não consegue compreender. Jornal é mídia, é MEIO. Não é fim. Por isso, se ele é meio DO PATRÃO, realiza fins do patrão. Se é meio DA SOCIEDADE, mesmo que regido por um patrão, ele realiza os fins da sociedade.

    chest- numa sociedade autoritaria, pode ser , em
    Cuba, na Russia de Stalin, na China.

    Catatau: temos um problema aí. Eu falava “fins da sociedade”; você está falando de autoritarismo. É diferente. E outra: em países como a China o jornalismo é grosso modo meio do patrão. Se no Brasil é assim, certamente não é igual na China, pois o Brasil tem suas peculiariedades. Mas veja que infelicidade: temos na teoria um jornalismo liberal, mas não na prática. Daí o Luiz Gonzaga: “é do coroné…”.

    Numa sociedade capitalista, jornal é empresa e portanto tem linha editorial independente da vontade de governo e partidos políticos, está livre para tentar lucrar vendendo o maior número de exemplares e comercializar anuncios e propaganda.

    Catatau: Concordo com você. Reforço ainda: a linha editorial deve ser “independente da vontade de governo e partidos políticos”. Concordo com “livre para tentar lucrar vendendo o maior número de exemplares” e “propaganda”. Não é isso que está em questão. O que está em questão é jornalismo, igual os médicos fazem medicina ou os verdureiros vendem verdura (veremos abaixo) 😉

    Essa é a realidade dos fatos, o que você chama de “jornalismo de verdade” uma atividade supra-jornal, é um mitificação. Uma invenção daqueles cujas idéias não vendem jornais para tentar se infiltrar nos meios que atingem a população. Enfim, o que os marxistas querem fazer é propaganda marxista em jornal conservador sem pagar anúncio. Que bonitinho, né?

    Catatau: vc disse duas coisas: jornalismo ser supra-jornal é mito? Hum, de repente você está certo. É mito em um sentido bem preciso: caso constatemos que o jornalismo não realiza de fato seus fins de direito, você está certo. Veja que existem várias perspectivas de jornalismo, aí podemos ver as nuances. Qual é a sua?
    Segundo: marxistas (Maria Rita Kehl) invadindo jornais apra fazer propaganda sem pagar anúncio: aí você apelou, né? Prefiro contos de fadas

    Catatau, eu tenho um consultório médico onde eu atendo a população mediante pagamento de consultas. Meu consultório é do povo ou é meu? Vou desenvolver essa questão num próximo tópico.

    (caro, não adianta dizer que “não disse isso” – desculpe, mas qualquer leitor ao ler teus comentários acima chega a essa conclusão )

    chest- entenda uma coisa, o jornal abre espaço para quem ele quiser, o editor decide, e assim acha que o sujeito passou do ponto, adeus, um abraço, hasta la vista baby. Que foi o que aconteceu: Mariazinha acha que o Estadão lhe pertence, ou pertence ao povo, a sociedade, ao mito chamado “jornalismo de verdade”? Rua!

    Catatau: Talvez Mariazinha pensasse que o Estadão faz jornalismo, e a crítica dela acima foi muito precisa nesse sentido

    Catatau: Esqueceu onde você foi desonesto: associar Lula e Dilma a ditaduras “marxistas”.

    chest- não fui eu que associei Dilma e Lula a ditaduras marxistas, foram eles que se associaram a ditaduras marxistas, quer ver foto de Lula abraçando Fidel, quer ver atas do Foro de São Paulo com assinatura de Lula, quer ver as ligações do PT com as FARC, quer ver documentos sobre o movimento de guerrilha marxista que Dilma chefiou na década de 70? Ora, eles não negam isso e você vem com chorumela?

    Catatau: Você foi desonesto novamente: você identificou os governos de Lula e Dilma com ditaduras marxistas

    Não consegui entender qual é sua posição

    chest- conservador anti-marxista.

    Vá ler um pouco, caro peito de Chester.

    chest- sem dúvida meu ursinho peludo.

  8. Isso que você não consegue compreender. Jornal é mídia, é MEIO. Não é fim. Por isso, se ele é meio DO PATRÃO, realiza fins do patrão. Se é meio DA SOCIEDADE, mesmo que regido por um patrão, ele realiza os fins da sociedade.

    chest- vamos ver como isso fica para meu consultório médico.

    Consultório médico é meio, não é fim. Por isso, se ele é meio do médico realiza fins do médico. Se é meio da sociedade mesmo se regido por um médico realiza fins da sociedade.

    Parece bonitinho, né? Mas não é, é horrível.
    1. no Brasil a medicina é livre (ei, a imprensa tambem).
    O que significa isso? Significa que eu não tenho obrigação de praticar a medicina. O diploma me dá o direito de exercê-la, mas não me obriga exercê-la. Não tenho obrigação legal de tratar ninguem. A não ser casos de emergencia, risco de vida, mas aí a lei manda que todo cidadão está obrigado a atuar neses casos.

    O fim primeiro de meu consultório é sustentar a mim e a minha familia, ganhar dinheiro, não é tratar ninguem, curar ninguem, nem atender ninguem. Acontece que, por um desses fatos “inexplicáveis”, o fato de eu tratar bem as pessoas, resolver seus problemas com diligencia e competencia, ganho muito dinheiro. Dá para entender o paradoxo? Então, se eu quero dinheiro, vou ter que trabalhar direito. Quem decide se eu trabalho direito a ponto de ganhar dinheiro, o governo, o CRM, a “medicina”? Não, o paciente, o cliente, que é soberano na sua vontade de sair de casa e depositar seu cheque nas mãos de minha secretária.

    Catatau: Chesterton, obrigado pelo exemplo. Eu bem ia citar no outro comentário o do verdureiro, mas o do médico é melhor ainda.

    Vejamos bem. Você é médico, tem um consultório onde exerce medicina. Diz que enquanto melhor médico for, mais clientes terá e assim receberá mais dinheiro.

    Temos duas coisas aí: 1) Você é médico e 2) você exerce medicina.

    O consultório é do médico, e nesse sentido realiza os fins do médico. E o médico realiza quais fins? Enquanto tem um consultório ou qualquer outro emprego, realiza os fins próprios. Mas enquanto é médico realiza os fins da medicina. Você pode fazer boa medicina ou não. Isso não é definitivamente prova de que aquele que faz boa medicina será melhor sucedido, especialmente no Brasil. Charlatães no Brasil ganham muito dinheiro por “competências” que ultrapassam o papel de médico; bons médicos não vão tão bem porque o “mercado” exige competências não médicas. Isto é, prega-se um mercado na teoria (“medicina”) e tem-se outro na prática. Veja a reportagem que acabou de sair sobre os taxistas. Veja tudo, há máfia para tudo no Brasil. Quando não há máfia há coisas operando mais ou menos no limite da legalidade. Quando não, há jeitinho. Já vi diversos casos de médicos com exercício ilegal da profissão com relativo sucesso; conheço alguns médicos excelentes que precisam cumprir ritos de diversos anos por exemplo no exército para conseguir condições mínimas de um consultório. Conheço diversos advogados excelentes que, por necessidade, dão assistência a verdadeiros incompetentes. E meus exemplos não se reduzem a médicos ou advogados.

    O que isso significa? 1) temos o médico e seu metier; 2) temos a medicina e 3) temos certas relações no Brasil que ultrapassam o médico e a medicina. No Brasil temos o coroné, o pistolão, o peixe, o medalhão, o homem que fala javanês, o dotô (e não aquele que é Md e nem o que fez doutorado), a carteirada, o “você sabe com quem está falando?”, o jeitinho e tantas práticas a mais. Então não me venha dizer que o Brasil é igual aos EUA ou que vivemos um livre mercado. Há desigualdades gritantes no acesso, independentes de um livre mercado e do que quer que venha a ser medicina. Não se tem um livre mercado por decreto. Ou melhor, pode-se ter, essencialmente desigual e cerceador dos direitos individuais. Mas não se tem de fato aquilo que se prega de direito para um livre mercado (igualdade de condições, acesso etc.). Se esse mercado se auto-equilibra de forma que o bom médico “naturalmente” terá sucesso por via do cliente e o médico ruim será descartado? Isso naõ passa de mitologia, se duvidar um darwinismo ingênuo e mitológico aplicado às relações sociais.

    Mas enfim, pressupomos que em um mundo mítico há órgãos fiscalizadores ATUANTES e leis CUMPRIDAS para que a boa medicina se exerça e não o charlatanismo. Desde muito tempo a medicina não é curandeirismo e nem pajelança, é outra coisa. Existem critérios para definir o que é medicina. Você em outro comentário o disse muito bem: “objetividade”.

    Existe também essa palavra “objetividade” em muitas correntes das ciências sociais. Certamente não é a mesma objetividade das ciências físicas ou biológicas. Não é a objetividade no sentido de “imparcialidade”. Não sei se o jornalismo tem essa noção em sentido forte em alguma de suas escolas. Mas, para dar um exemplo que me ocorre agora, tente ler esse texto. Ele trata de “objetividade” no debate público. Objetividade no debate público é o fim do jornalismo (essa é a posição que tento sustentar), não importando que escola ele siga ou quem seja o patrão.

    Nesse sentido teu consultório segue teus fins profissionais; mas tua ação médica segue os fins da medicina. Você pode querer virar pajé, fazer cirurgias espirituais, chamar o que faz de medicina e o Conselho nunca vir te fiscalizar. Você realizará assim todos os teus fins privados. Mas nessa circunstância fictícia, mesmo que ninguém chegue para dizer que você não faz medicina, se os critérios de “fazer medicina” não se satisfazem, faz-se outra coisa, menos medicina. É o mesmo no jornalismo.

    Minha prática melhor a sociedade, quer dizer, há um fim social na minha prática? Sei lá, não me interessa. No meu consultório há uma relação entre 2 indivíduos e mais nada. O médico e o paciente. Não tem bispo, deputado, senador, lider comunitário, puerra nenhuma. Até pacientes cubanos castristas já me procuraram e foram atendidos da mesma maneira que os outros…desde que paguem, é óbvio.

    Então Catatau, numa sociedade livre, onde o exercício da profissão é livre, não é como em países autoritários coletivistas como o comunismo, o nazismo, e algumas outras sociedades “coletivistas”, da mesma maneira que o médico atende um indivíduo, o jornal atende o assinante, o leitor, que é quem paga a festa. Se faz um papel social, este vem bem depois , muito secundário ao papel principal, que é atender o leitor.
    Assim como há vários tipos de médicos atendendo clientes, deve haver vários tipos de jornais para vários tipoos de leitores.
    Assim é num país livre, se você não gosta do modo como funciona um país livre – um país formado por indivíduos livres a autônomos – azar o seu.

    Catatau: Eu não gosto de muita coisa no Brasil. Eu gostaria que este fosse um país “formado por indivíduos livres e autônomos”. Mas sei que para isso os indivíduos, para se tornar cidadãos, deveriam, por exemplo, ser bem informados.

  9. Catatau: Concordo com você. Reforço ainda: a linha editorial deve ser “independente da vontade de governo e partidos políticos”. Concordo com “livre para tentar lucrar vendendo o maior número de exemplares” e “propaganda”. Não é isso que está em questão.

    chest- são livres inclusive para defender partidos políticos se assim o quiserem.

    Catatau: Talvez Mariazinha pensasse que o Estadão faz jornalismo, e a crítica dela acima foi muito precisa nesse sentido

    chest- não é a Mariazinha que decide se o Estadão faz jornalismo ou não, nem nenhum conselho, nenhuma lei de imprensa ditatorial. A imprensa é livre, o dono do jornal, soberano ao atender o que ele acha que agrada seu público. Quem manda é o leitor.

    Catatau: Você foi desonesto novamente: você identificou os governos de Lula e Dilma com ditaduras marxistas

    chest- você quer ver fotos?

    Catatau: Desonestidade é f… Falei governo: go-ver-no.

    Isso naõ passa de mitologia, se duvidar um darwinismo ingênuo e mitológico aplicado às relações sociais.

    chest- isso fica por sua conta, o código de ética é bem claro, as punições sãos everas, algumas vezes públicas outras não, conheço por dentro como isso funciona pois já fiz parte de camaras tecnicas. Não é regra. Os maus profissionais são exceção. Basear um julgamento no comportamento da exceção é inverter a lógica (coisa que você gosta). Uma falacia.

    Objetividade no debate público é o fim do jornalismo (essa é a posição que tento sustentar), não importando que escola ele siga ou quem seja o patrão.

    chest- essa agora….como sustentar essa sandice?

    Nesse sentido teu consultório segue teus fins profissionais; mas tua ação médica segue os fins da medicina. Você pode querer virar pajé, fazer cirurgias espirituais, chamar o que faz de medicina e o Conselho nunca vir te fiscalizar. Você realizará assim todos os teus fins privados. Mas nessa circunstância fictícia, mesmo que ninguém chegue para dizer que você não faz medicina, se os critérios de “fazer medicina” não se satisfazem, faz-se outra coisa, menos medicina. É o mesmo no jornalismo.

    chest- negativo, outra falacia. Jornalismo não é uma atividade regulamentada como a medicina, nem é necessário diploma para ser jornalista. Publicar um jornal faz parte do direito de qualquer cidadão. Praticar a medicina é um privilégio de quem tem o diploma. A liberdade do dono do jornal é infinitamente maior que a do médico. No estao de direito, é claro. Qualquer tentativa de tirar essa liberdade é autoritarismo.

    Catatau: Eu não falava de regulamentação jurídica da profissão de médico ou de qualquer outra. Eu falava de medicina, de jornalismo. Jornalismo é jornalismo se existente numa sociedade liberal ou ditatorial. Pode-se interferir nas práticas ou noções do jornalismo, transformando-o em publicidade ou assessoria de imprensa. Nisso, ele deixa de ser jornalismo. E outra: é óbvio que não comentamos aqui sobre o jornalismo de manicure, as revistas de fofoca e afins. Falamos de jornalismo político, discussão pública (mesmo que, se você quiser, podemos falar sobre o que há de publicidade e “objetividade” nas revistas de fofoca). Você é desonesto ao ficar variando os parâmetros que você sabe serem esses.

    Catatau: Eu não gosto de muita coisa no Brasil. Eu gostaria que este fosse um país “formado por indivíduos livres e autônomos”. Mas sei que para isso os indivíduos, para se tornar cidadãos, deveriam, por exemplo, ser bem informados.

    chest- Catatau, você pode não gostar do tipo de informação que eles procuram, você pode não gostar do fato de cidadãos livres não concordarem com você, de se entupirem com “x-burgui”, coca-cola e cigarros e assistirem o faustão. Azar o seu.
    CIDADÃOS SÃO LIVRES MESMO SE NÃO QUEREM SER INFORMADOS!!!!
    No final , vejo que você impõe condições absolutamente ditatoriais para chamar o cidadão de LIVRE. Você quer SER o meio pelo qual o cidadão se informa. Você quer influir no pensamento do cidadão, você quer fazer A diferença. Você quer PODER enquanto as pessoas acham graça.
    Para com isso e vai tratar da própria vida.

    Catatau: Bom, você chutou balão de novo, fazer o que né? Eu ofereci linhas de discussão, paciência se você ofereceu… comportamento de Chester. Veja: alguém que comenta perde seu tempo comentando, não vai “tratar da própria vida”. Se vc está tão preocupado com isso, por que não vai tratar da sua?

    Agora, qualquer leitor consegue reler os comentários acima e ver sua atitude enquanto descomentador. Eu até pensei que o nível aumentaria. Ledo engano. Problema seu se não quer se entender. Só não entendo porque continua comentando. O mais engraçado é isso: você expõe teu juízo, não o expondo. Quer ser lido, mas não quer. De todo modo, conseguirá comigo e com outros o resultado que busca: ao se deparar com “Chesterton”, todo leitor pulará o comentário porque já sabe o que vai encontrar.

    Mas tem algo que você se engana mais ainda: sobre a liberdade de escolha dos “cidadãos” brasileiros vivendo no liberalismo mítico que você pensa enxergar da janela do seu consultório mas na verdade enxerga no umbigo. X-burgui? É só agora que muita gente começa a comer, e aliás te provoco: sob o governo Lula (não, não é imitação do governo FHC).

    Saia de casa um pouco e vá ver os “homens livres” do Brasil. De repente você, um provável spenceriano tosco, não percebe que nunca esteve em questão o que você disse: “CIDADÃOS SÃO LIVRES MESMO SE NÃO QUEREM SER INFORMADOS”. Bom se o “cidadão” tivesse a escolha de não ser informado, isto é, tivesse acesso à informação para desejar não tê-la. Rapaz, você precisa sair de casa e do campo de visão do teu consultório!

    Aliás, explica aí: como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte? Como há um jornalismo liberal no Brasil se esse cidadão não tem escolha, e a escolha que tem se resume à imprensa conservadora e melhor financiada que você propaga? A falácia foi sua: você defendeu que a imprensa depende do consumidor de imprensa, e reforçou isso dizendo que se a imprensa prevalente é conservadora é porque o consumidor é conservador. Falácia pura, conto de fadas. Vá ver se o mais pobre teve opção de entrar nesse mercado de “escolhas” para depois “decidir” não tê-las, optar pela ignorância. Você se contradiz de saída: prega uma sociedade liberal mas não exige condições liberais. Só há uma sociedade liberal sob condições liberais, sem as quais não passa de mecanismos essencialmente desiguais justificados por mito (e no Brasil, possuindo uma desigualdade especial). Quer voce queira, quer não.

    Mas explica aí: como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte? Fico imaginando a concepção que gente como você tem do pobre e do favelado, visto que são todos “homens livres”.

    Mas enfim, se tudo isso não leva a nada mesmo, se “Chesterton” chama de “sandice” as tentativas, eu também começarei a pular os comentários assinados “Chesterton”. Mas você não entendeu patavinas sobre o que é jornalismo em uma sociedade livre :o)

  10. Catatau: Desonestidade é f… Falei governo: go-ver-no.

    chest- serve foto de ministro de Estado do Governo Lula. Mais governo que ministro eu não sei.

    RE: Caro, não serve não. Repito: go-ver-no. Releia o que você escreveu

  11. Nisso, ele deixa de ser jornalismo.

    chest- Catatau, depois você me chama de desonesto. Você não pode inventar uma definição de jornalismo para em seguida dizer que tal ou tal veículo não estão fazendo jornalismo. Você não tem autoridade para definir jornalismo, você não é O ditador.

    RE: Caro, você pura e simplesmente nega o que digo, nega minhas sugestões de leitura, nega as noções que tento propor, nega as tentativas de estabelecer um plano comum, um entendimento mútuo sobre parâmetros de uma discussão e depois ainda me chama de “ditador”, achando que pretendo mudar a opinião dos outros? Nossa, o que te deram para tomar?

  12. Você é desonesto ao ficar variando os parâmetros que você sabe serem esses.

    chest- negativo, eu simplesmente não reconheço os parâmetros que você inventou. Zero value.

    RE: Exato. Você tem total liberdade de manter esse valor dentro de sua cabeça. Mas deixemos bem claro: dentro de sua cabeça. Eu tentei colocar alguns mas você nega todos. Farei o que? Azar o seu. Vivemos em uma ‘democracia’, não?

  13. Se vc está tão preocupado com isso, por que não vai tratar da sua?

    chest- porque você quer formar novos cidadãos “conscientes”, eu quero deixar todo mundo em paz. Sou anti-revolucionário.

    RE: Fico me perguntando quem quer formar o que ou impor poder sobre quem. “deixar todo mundo em paz”=deixar tudo igual.
    Mas por favor, você que não lê nada e naõ olha pela janela, por favor não me olhe com suas lentes. De novo: o que deram para você tomar? Tá delirando rapá!

  14. De todo modo, conseguirá comigo e com outros o resultado que busca: ao se deparar com “Chesterton”, todo leitor pulará o comentário porque já sabe o que vai encontrar.

    chest- ninguem fica indiferente, você sabe disso.

    RE: Olha, minha atenção com você até agora teve a perspectiva de encontrar alguém que argumente e exponha suas posições, levando em conta as dos outros e contra argumentando. Até agora não vi um bom comentário seu, salvo dois ou três esboços de consideração. Daí à indiferença…
    Olha, você poderia até ter 1 milhão de fãs, não é difícil ser tosco e ter seguidores.

  15. X-burgui? É só agora que muita gente começa a comer, e aliás te provoco: sob o governo Lula

    chest- Meu Deus, voc~e ainda por cima é petista?

    Catatau: Simplesmente vi alguma parte do Brasil – e certamente não do ângulo de um médico de férias. Isso não precisa me fazer petista 😉

  16. Bom se o “cidadão” tivesse a escolha de não ser informado, isto é, tivesse acesso à informação para desejar não tê-la.

    chest- como você pode afirmar que o cidadão não tem acesso à informação?

    RE: Claro que tem. Todos são iguais a você. Sério, deixa de ser arrogante e dê uma volta por aí. Vá na favela da tua cidade ver o acesso deles, depois volte para casa e veja o seu. Se bem que as coisas melhoraram… no governo Lula (kkkkkkkkkkk)

  17. Aliás, explica aí: como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte?

    chest- mas você inventou que eles não tem acesso, e me pergunta como? Ora, vai pensar torto assim…o brasileiro pobre TEM acesso a informação (talvez não tenha acesso a informação que VOCÊ quer dar, mas aí o problema é seu, não do pobre).
    Quem disse que você representa o pobre? Quem disse que você sabe o que o pobre pensa? De onde você tira essa procuração do “pobre”? Isso chega às raias da comicidade.

    RE: Meu caro, você não me conhece. E de novo: o que te deram para beber? Desde quando me arrogo “representante do pobre”? Estou dizendo o contrário: você reduz tudo a mero voluntarismo. Eu digo que isso é mito: para reduzir tudo a voluntarismo deveria haver condições para que o voluntarismo se exerça.

  18. Você se contradiz de saída: prega uma sociedade liberal mas não exige condições liberais. Só há uma sociedade liberal sob condições liberais, sem as quais não passa de mecanismos essencialmente desiguais justificados por mito (e no Brasil, possuindo uma desigualdade especial). Quer voce queira, quer não.

    chest- você confunde liberalismo com igualitarismo.

    RE: Não meu caro, você que não estudou liberalismo de modo suficiente a compará-lo com o mundo real. Quer você queira, quer não 😉

  19. Fico imaginando a concepção que gente como você tem do pobre e do favelado, visto que são todos “homens livres”.

    chest- essa é uma questão importante. para você pobre é um ser hiposuficiente, como se fosse aleijado, destituído de razão, de vontade, de idéia, de valor….determinado e ficar pobre o resto da vida porque é pobre, a não ser que pessoas “iluminadas” como você os retirem da consição inevitável.
    Não existem O Pobre, as pessoas estão ou não pobres. Pobreza é uma condição passageira, relativa.
    Sugestão de leitura:

    http://www.amazon.com/Vision-Anointed-Self-Congratulation-Social-Policy/dp/046508995X

    RE: Poxa vida: não respondeu a pergunta e ainda expôs um juízo errado sobre mim. De onde você tirou que acho que a pobreza é assim? Nenhum dos meus comentários dá a entender isso. Pelo contrário, estou acusando a tua concepção de pobreza que parece se desenhar mais claramente. Por favor, responda aí (você não respondeu): como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte?

  20. Eu tentei colocar alguns mas você nega todos.

    chest- eu tenho obrigação de aceitar as ideias malucas que saem da tuA cabeça como verdades absolutas? Ora, dê-nos bibliografia (que não seja de tua autoria).

    RE: Nuossa, aí dá para ver que você não lê os comentários alheios mesmo…

  21. Olha, minha atenção com você até agora teve a perspectiva de encontrar alguém que argumente e exponha suas posições, levando em conta as dos outros e contra argumentando.

    chest- catata, você parte de premissas falsas, não provadas, de idéias que você tira da cachola sem mostrar a fonte e quer que eu as discuta? Não, não, alto lá, meu caro, daqui não passa.

    RE: Então releia os comentários e me diga onde faltou texto, a começar pelo texto do Blanchot. Veja, você não é obrigado a ler ninguém, pode até ser chato e mal intencionado a ponto de não aceitar que noções como a de “objetividade” envolvem vários autores e inclusive debates ainda abertos, pode ignorar que a respeito dessa noção indiquei um texto muito preciso relativo a um debate muito preciso, enfim… Quem está perdido dentro da própria cachola é você.

    E mais, você só acusa os argumentos de falsos. Quer o que, que eu diga: “ah, o Chester disse que está falso, logo o juízo de Chester é verdadeiro”? Hum, que cheiro de autoritarismo enrustido! Aliás você só o reitera, triplamente: impõe sua visão, simplesmente nega a visão alheia, e não explica porque a sua estaria ‘certa’ e a outra ‘errada’.

    Isso é algo que você não entende: o não debate, a não atenção para com as palavras, é a origem do totalitarismo. Não por acaso ele surgiu com a indiferença das pessoas ao outro. Semelhante ao que você diz, todos queriam só “ficar em paz”. 😉

  22. Simplesmente vi alguma parte do Brasil – e certamente não do ângulo de um médico de férias.

    chest- não tiro férias há 20 anos. Constante contacto com a população da zona norte, zona sul, centro e baixada fluminense. Fichário com 40 mil pacientes.

  23. como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte?

    chest- familia, cordel, radio, TV aberta, igreja, fofoca, escola, trabalho, ponto de ônibus, armazem, fila de banco, comício, jornal novo, jornal do dia anterior, revistas novas e usadas, gatonet,

    Catatau: Família, cordel, fofoca, escola, trabalho, ponto de ônibus, armazém, fila de banco: são fontes midiáticas sim. Mas não são do tipo que estamos falando (não exigem financiamento e nem leitores, pois são fontes INFORMAIS)
    Gatonet: é um recurso diferenciado. Aliás será popularizado no governo Dilma, né? Aí você ficará mais insatisfeito, pois mais gente terá mais acessibilidade, que aliás, é o que estou tentando dizer: a acessibilidade do brasileiro é desigual e por isso não há livre iniciativa, pois o “livre” de uns é bem mais livre do que o “livre” de outros.
    Comício: fonte midiática política com interesse partidário.
    Igreja: fonte midiática mista, diferente do comício ou da primeira opção.
    Rádio, TV, jornal novo e velho, revistas: Estávamos conversando sobre isso, não? Empresas privadas com concessão pública (é o Estado que confere, pelo menos é assim no Brasil), regidas por fins públicos (também é assim no Brasil, desculpe). Então não fuja do assunto: como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte? O raio de liberdade do carioca do Leblon é o mesmo do morador do rincão mais remoto do Brasil? vamos ver onde seu darwinismo spenceriano midiático nos levará.

  24. Maurice Blanchot (27 de Setembro de 1907 — 20 de Fevereiro de 2003) foi um escritor e teórico da literatura francês, notório pensador do pós-estruturalismo e que exerceu forte influência sobre nomes como Jacques Derrida.

    chest- esse daqui? Você só pode estar de sacanagem, mas tudo bem, manda o texto do Blanchô.

    RE: É aquele do outro post desconsiderado por você. Mas você não precisa ler aquele. Logo acima há um link de outro, sobre a razão pública na época George W. Bush.
    Mas naõ precisa ler, tua conclusão já foi antecipada: eu só estou de “sandice” e “sacanagem” (sic).

  25. Isso é algo que você não entende: o não debate, a não atenção para com as palavras, é a origem do totalitarismo. Não por acaso ele surgiu com a indiferença das pessoas ao outro. Semelhante ao que você diz, todos queriam só “ficar em paz”.

    chest- negativo, o autoritarismo começa quando alguns tentam fazer pelos “outros” aquilo que ninguem pediu.

    Catatau: Concordo. Por isso não há risco maior do que o desejo muitas vezes despretensioso mas cheio de efeitos de “ficar em paz” (só estou me lembrando de alguns dos primeiros discursos de Hitler depois de tomar o poder, valorizando a liberdade e a juventude do povo alemão)

  26. Blanchot’s own literary works, like the famous Thomas the Obscure, heavily influenced Levinas’ and Bataille’s ideas about the possibility that our vision of reality is blurred because of the use of words (thus making everything you perceive automatically as abstract as words are). This search for the ‘real’ reality is illustrated by the works of Paul Celan and Stéphane Mallarmé.

    chest- catatu, o Blanxô me parece o suprassumo do Subjetivismo Epistemológico. Enquanto cirurgião não posso discutir com alguem que duvide da própria relaidade. Imagine eu na frente de uma juiza discutindo complicações de uma cirurgia e alegando que uma “nova realidade” independente do discuros explica a morte o paciente. Vou em cana na hora, pelo menos pego o manicomio judiciário e sou interditado.

    Catatau: Problema1: não leia esse tipo de autor sob os olhos de comentador anglo-saxão. O que é ruim fica pior, sem contar que tudo vira em “relativismo auto-contraditório”. O próprio autor e seus problemas vão para o espaço. (bem, não sou muito fã de Derrida…)
    Problema2: Não é subjetivismo epistemológico. Mas aí meu caro, como eu disse, é melhor você ler o outro texto sugerido, em português. Você riria se eu me achasse com direitos de fazer asserções contundentes sobre tua especialidade médica, ou se me julgasse com a inteligência de compreender suas nuances lendo poucas linhas. Você riria se eu desqualificasse tua competência médica vendo dois ou três prontuários ou falando alguns minutos com você, sem entender plenamente o que vejo mas ao mesmo tempo já estando certo que você é um charlatão. Sem reinaldice, please 😉

  27. a acessibilidade do brasileiro é desigual e por isso não há livre iniciativa, pois o “livre” de uns é bem mais livre do que o “livre” de outros.

    chest- assim sempre será, eu não tenho acesso a Ferraris por exemplo (rs). Você tem que entender que liberdade de locomoção não implica em dar Ferraris pára todo mundo, mas apenas em não impedir que as pessoas caminhem por seus próprios meios para lá e para cá (para um dilmista isso é realmente duro).

    Catatau: pô, não ceda ao instinto reinaldista, Chester. Pense que o mundo é mais complexo do que o confronto que o cara de pijama enxerga no domingão em casa lendo a Veja.
    Nunca esteve em questão o direito a ter ferrari. O verdadeiro direito, você esbarrou nele: que “as pessoas caminhem por seus próprios meios”. Não é o direito a ter ferrari, mas o simples direito básico de se locomover garantido a todos. O que faz retornar a mesma pergunta sobre a liberdade, que eu te devolvo: como o “cidadão” brasileiro pobre “escolhe”, “decide” não ter informação, tendo acesso apenas a fontes limitadas ou nenhuma fonte? O raio de liberdade do carioca do Leblon é o mesmo do morador do rincão mais remoto do Brasil? vamos ver onde seu darwinismo spenceriano midiático nos levará

  28. Rádio, TV, jornal novo e velho, revistas: Estávamos conversando sobre isso, não? Empresas privadas com concessão pública (é o Estado que confere, pelo menos é assim no Brasil), regidas por fins públicos (também é assim no Brasil, desculpe).

    chest- radios e tv são concessões publicas (uma monstruosidade, o governo roubou os inventores de radio e TV) jornais e revistas não são concessões públicas.

  29. Problema1: não leia esse tipo de autor sob os olhos de comentador anglo-saxão.

    chest- você está de sacanagem. Esse tipo de autor subjetivista para mim nem existe.

    Catatau, me poupe de seus textos, quero ver tuas fontes. Não estou preocupado com tuas credenciais, mas sei ver se o sujeito é doido ou não de longe.

    Subjetivismo epistemológico? Não.
    Relativismo moral? Não.
    Alto lá, meu caro, daqui não passarás.

  30. O raio de liberdade do carioca do Leblon é o mesmo do morador do rincão mais remoto do Brasil? vamos ver onde seu darwinismo spenceriano midiático nos levará

    chest- o do rincão pode ser até maior, nada o impede de procurar, assim como a maioria dos moradores do leblon não procura. Que p… de determinismo geográfico é esse? (por exemplo, Armando Nogueira nasceu no interior do Acre de 90 anos atrás, o que convenhamos é rincão para caramba).

    RE: Claro, tanto que fez faculdade no mesmo rincão e se iniciou lá mesmo no jornalismo, igual a Chico Mendes e todos os outros conterrâneos. Ah sim, os outros “não quiseram” fazer essas coisas. São… o que? vagabundos? Rapaz, pense na “liberdade” de procura do carioca do leblon e do seguingueiro do xapori… ah sim, claro que o de Xapori é mais livre né? Que o diga Chico Mendes. Mas aí está algo interessante: todo o resto é o que?

  31. pô, não ceda ao instinto reinaldista, Chester. Pense que o mundo é mais complexo do que o confronto que o cara de pijama enxerga no domingão em casa lendo a Veja.

    chest- palavras tem significados consagrados pelo uso, palavras tem consequencias, Reinaldão usa a lógica de modo arrasador contra enrrolões” subjetivistas e outros picaretas. Se voc~e afirma uma coisa, tem que ir até a raiz e não pode se desdizer no parágrafo seguinte. Essa é a regra do jogo. Isso é não só o bom jornalismo, mas a saúde mental e a saúde intelectual.

    Catatau: Obrigado pela lição reinaldiana. Tenho muito a aprender com sua sublime lógica aero-espacial, como por exemplo nesse texto.

  32. Você riria se eu me achasse com direitos de fazer asserções contundentes sobre tua especialidade médica, ou se me julgasse com a inteligência de compreender suas nuances lendo poucas linhas. Você riria se eu desqualificasse tua competência médica vendo dois ou três prontuários ou falando alguns minutos com você, sem entender plenamente o que vejo mas ao mesmo tempo já estando certo que você é um charlatão.

    ches- rapaz, só de ler um parágrafo sei dizer se o sujeito é candidato ao Troféu Hellmans ( a verdadeira maionese) ou não.

    RE: Bom, acima tem parágrafos suficientes para ver quem merece o prêmio. Falando em enrolão, você tem vindo aqui para que mesmo? Ah sim, conforme tuas linhas mais acima eu quero exercer poder sobre outras pessoas, alterar seu pensamento com meus ímpetos lula-dilmistas ditatoriais (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

  33. Que o diga Chico Mendes.

    chest- Morre muito mais neguinho miserável no Vidigal que é Leblon que na terra de Chico Mendes.

    RE: Segundo você, morreram apenas por suas escolhas, né? Chico Mendes e o “neguinho miserável do Vidigal” (sic)

    Falando em enrolão, você tem vindo aqui para que mesmo?

    chest- te perturbar. Quem sabe você acorda desse sonho ruim?

    Tenho muito a aprender com sua sublime lógica aero-espacial, como por exemplo nesse texto.

    chest- catatau, vamos combinar uma coisa, referencia bibliográficas só de outra pessoa, OK? Senão vou ficar assistindo você a dar voltas e mais voltas e não chegar a lugar algum.

    RE: reveja acima Chester, já a dei duas vezes. É um link, um sublinhado azul. Nele você chegará em um texto intitulado Sensus Communis e Razão Pública. Seria um bom ponto de partida para o que conversamos. Seria. Se tivesse alguma conversa. Fico me perguntando com esses seus descomentários quem está sonhando ruim. Mas enfim, já sei que o texto está desqualificado de saída porque você só enxerga o umbigo. Então mudo desde já o critério de moderação. Só aceito a partir de agora comentários seus on topic (já vi que o esforço foi em vão nos comentários abertos, pena, perda de tempo, fazer o que). O resto, spam e nulidades, será considerado spam. Estou aqui para conversar sobre jornalismo e eleições (nesse tópico), não para ler nulidades suas. Pensei que com um pouco de esforço meu você começaria a conversar. Ledo engano.

    Para finalizar o dia Catatinho, existe uma realidade concreta lá fora. Para com essa masturbação mental, converse com pessoas simples, porém de carne e osso, pergunte suas opiniões em vez de imaginar o que elas pensam. Vai ver que aquele que você chama de pobre pode até ser simples na aparência, mas não tem a pobreza de espírito de acreditar em qualquer lorota que lhe contem. Há um mundo lá fora. Independe da tua vontade, da tua interpretação, existe mesmo quando você dorme, e quando você abre os olhos, ele continua o mesmo.

    Catatau: É disso que estávamos falando. Mas você, com decisões privilegiadas diante das de Chico Mendes e dos neguinhos miseráveis do Vidigal (sic), conhecedor de nosso mundo de livre iniciativa, certamente conhece essa realidade muito melhor do que eu. 😉

  34. É disso que estávamos falando. Mas você, com decisões privilegiadas diante das de Chico Mendes e dos neguinhos miseráveis do Vidigal (sic), conhecedor de nosso mundo de livre iniciativa, certamente conhece essa realidade muito melhor do que eu.

    chest- se for verdade, é fruto de esforço individual, o livre arbítrio. Não há determinismo geográfico, o conhecimento está a disposição de todos hoje em dia, basta querer. De outro modo, se não houver vontade, não adianta nem nascer em berço de ouro nem ser presidente da república.

    Catatau: Chesterton, essa crença é perigosíssima. Veja, você me acusa de determinismo geográfico (e não defendo isso); mas contra isso você utiliza um voluntarismo no mínimo perigoso. Você acredita então que a diferença entre você e os “neguinhos do morro” (sic) se reduz ao “esforço individual”?

    (a mensagem não dá defeito. se você reler o outro comentário, verá que está sob moderação)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s