Hipertexto, controle da Rede e Plano Nacional de Banda Larga

Entrevista com Sergio Amadeu:

O Plano Nacional de Banda Larga no fundo é o reconhecimento de que a Anatel não conseguiu que a empresas operadoras, simplesmente por medidas regulatórias, expandissem a banda larga. Até porque a banda larga, ao contrário da telefonia fixa, não tem metas de universalização. Então as operadoras cobram o que querem e não são obrigadas a cobrir todo o território. Já o reconhecimento de que elas não estão dando conta dessa necessidade urgente do nosso país, fez com que o governo retomasse a Telebrás pra criar uma competição justa e importante com essas operadoras. E elas vão ter baixar preço, vão ter que ampliar sua malha.  [entrevista completa]

 A entrevista é muito interessante, especialmente considerando a ameaça de projetos de lei como o de Eduardo Azeredo.

Além do mais, Amadeu põe em questão um dos objetivos básicos da privatização das telefônicas: a idéia de  que traria competição e maior acessibilidade. Ao invés de competição, as privatizações geraram um grande oligopólio, inibidor de iniciativas menores. O Plano da Banda Larga criará consumidores e estimulará a competição.

Amadeu também comenta sobre a neutralidade da internet e a importância da Rede não ser simplesmente regida pelo Mercado, mas constituir um espaço aberto e "comum".

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Um comentário sobre “Hipertexto, controle da Rede e Plano Nacional de Banda Larga

  1. a distribuição de infraestrutura no território é desigual neste capitalismo brasileiro. A suposta concorrência gerada pela privatização teria, aparentemente, a intenção de tornar o mercado mais “capitalista”, gerando os tais novos consumidores a partir de uma maior distribuição de infraestrutura. O que se vê é o contrário: o capitalismo brasileiro cria cidadãos de primeira e segunda classe. Os moradores dos bairros mais ricos dos centros urbanos convivem com um capitalismo avançado (vários provedores diferentes competem pelo consumidor). Nos bairros mais pobres e afastados não há interesse em criar novos consumidores e a eles a tal banda larga não chega. Curiosamente, nosso capitalismo não quer lucrar (uma pequena quantidade de consumidores é suficiente para prover de lucros absurdos uma pequena quantidade de empresas controladas pelos mesmos grupos…).

    telefonia e internet são o melhor exemplo de como nosso capitalismo é excludente. Infelizmente ninguém teve a coragem, durante a campanha eleitoral, de desmascarar a grande fraude que foi a privatização das telecomunicações. Tucanos adoram jogar na cara de seus adversários que eles possuem celulares apenas por causa da privatização (expansão da telefonia móvel era previsível e inevitável, com ou sem privatização). Só não percebem que, mesmo nas maiores cidades do país, a mesma privatização NEGA aos cidadãos o direito à banda larga e à tal da “concorrência” e ao tal do “livre mercado”.

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