Mercenários e Forças de Segurança

 

Ontem o Jornal Nacional apresentou, igual ultimamente, o noticiário sobre as revoltas desde o Egito e a Tunísia.

William Bonner comentou sobre a ameaça de intervenção internacional na Líbia e a desconfiança sobre as tropas de Muammar Kadhafi realmente cessarem fogo contra seus civis.

E logo depois o âncora da Globo comentou sobre os regimes do Iêmen e da Arábia Saudita. No Iêmen, há tempos o presidente declarou estado de emergência contra a onda revolucionária. De ontem para hoje, snipers atiraram na multidão. E na Arábia Saudita, o rei Abdul elogiava as "forças de segurança responsáveis por manter a unidade do país" (sic Bonner).

Bonner não falou dos  snipers no Iêmen. E é interessante na Líbia existirem mercenários, assassinos e apoiadores de um regime ditatorial, enquanto em outros países não democráticos a mesma leva de revoltas é contida por "forças de segurança".

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2 comentários em “Mercenários e Forças de Segurança

  1. Salve rapaz!
    Lembra quanto tempo levou para que aceitassem a revolução no Egito como revolução de fato? Mas em todo caso, acho que tem uma escala aí. Por enquanto, o caso no Bahrein e no Iêmen é de repressão extrema, enquanto na Líbia o Kadafi segue com aquela ideia louca de Clemenceau e Hitler da “guerra total”…

    RE: Muito interessante isso. De algum modo, se Khadafi adota algo semelhante a 1 guerra total é porque os revoltados possuem relativa autonomia, relativa liberdade de possuirem a espessura própria de um “inimigo” (aos olhos do ditador); já no Iêmen por ex. o próprio nome “forças de segurança”, unido a “repressão extrema”, retira qualquer possibilidade de uma identidade ou espessura própria aos revoltados. Não são revoltados, não são o povo descontente, mas espécie de desordem amorfa a ser contida pelas forças benéficas e unificantes do governo. Ou pelo menos assim William Bonner faz parecer, heheh

    Mas veja só o que salta daí: na Líbia há um regime de poder negativo, repressivo, o que permite que o revoltado tenha uma espessura própria. Já o jargão “força de segurança” apresenta uma espécie de positividade na qual a “unidade” do país permanece inconteste, com os elementos disruptivos não passando de ruídos a se corrigir pelos verdadeiros elementos positivos. Contra forças de segurança não há alteridade alguma, pois se trata apenas de capturar uma “falsa” alteridade dentro do “verdadeiro” elemento positivo

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