Um triste dia para o fotojornalismo


Foto de Chris Hondros
 
Este blog preparava um post sobre Restrepo, documentário feito em 2007 por Tim Hetherington (sobre um posto avançado do exército dos EUA no Afeganistão), quando apareceu a seguinte notícia: Hetherington morreu hoje depois de uma  explosão de RPG  em Misrata, Líbia.
 
O ataque também alvejou outros célebres fotojornalistas: Chris Hondros, Michael Christopher Brown e Guy Martin.
 
Durante a confecção do documentário de 2007, Hetherington ficava seguidamente exposto a situações "reais" de guerra no outpost norte-americano. Se de um lado o documentário apresenta  certa "afetividade" dos soldados dos EUA, ele não deixa também de escancarar o valor nulo da voz dos dos afegãos e a total falta de comunicação efetiva entre os soldados e o povo local, especialmente contextualizada dentro das políticas de "aproximação" entre exército invasor e sociedade ocupada.
 
Em meio à presença sempre evocada do ausente soldado Restrepo e da intimidade dos soldados, o filme também mostra, como numa espécie de sombra projetada, a presença dos afegãos locais, afetados por intervenções avassaladoras.
 
Voltando às revoltas na África: no Egito, diversos fotojornalistas tiveram as câmeras tomadas por manifestantes, especialmente no início dos protestos. A despeito desses episódios, na Líbia muito do progresso dos rebeldes anti-Kadhafi apenas se tornou público pelo fotojornalismo (inclusive com câmeras não convencionais, como iphones).
 
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