Dos motivos para combater


World Press Photo do ano de 2007, de Tim Hetherington

Hoje Giuseppe Cocco divulgou um documentário muito interessante sobre os "motivos" norte-americanos das últimas guerras: Why we Fight (Por que combatemos, 2005), da BBC.

O documentário aborda a indústria armamentista dos EUA e seu grande papel na economia daquele país. Por corolário o filme aborda o uso e renovação de seus "produtos" no "mercado consumidor".

O trailer e o documentário completo estão no youtube (todos em inglês). O Documentários de Verdade disponibilizou o filme para download com legendas.

Nesse contexto, durante a semana passada três fotojornalistas famosos foram alvejados na Líbia. Tim Hetherington (diretor do documentário Restrepo) faleceu na hora. Chris Hondros, outro fotojornalista premiado, não aguentou os ferimentos e morreu depois.


Foto de Chris Hondros, menção honorável no WPP 2004

Sobre Hondros, o Boston Globe publicou um texto tocante sobre uma tentativa do fotojornalista tentar salvar uma criança vitimada em uma das várias tragédias clicadas por ele. Em 2005 (o texto não entra em detalhes), Hondros foi premiado pelo World Press Photo por uma foto tão expressiva da guerra quanto horripilante: uma menina chamada Samar Hassan grita em uma escuridão desesperadora, com um soldado armado ao lado.

O evento da foto é o descrito no artigo do Boston Globe. Uma patrulha norte-americana abriu fogo contra um carro desconhecido. Nesse carro havia apenas uma família de iraquianos. Sobreviveram apenas as crianças feridas, dentre elas Samar e seu irmão Rakan. O artigo do Globe conta o envolvimento de Hondros com Rakan (também descrito ainda em janeiro por esse outro texto, que conta a história da foto premiada).

Frente a todas essas medidas e desmedidas, dias atrás apareceu também o informe de uma outra história. Na Tunísia saiu um volume intitulado "Dégage: la révolution tunisienne", com fotos e relatos da revolução deste ano. Conforme escreveu Diego Viana, o estopim foi o gesto dramático de Mohamed Bouazizi.

Meses depois do gesto de Bouazizi, alguns jornais tunisianos mencionam: "Enfim livres para testemunhar… Enfim livres para editar".

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