Outplacement, entre cercos e sucessões

Só quem já esteve desempregado e precisou expor sua privacidade a certas agências de outplacement pode compreender plenamente o quão importante é a sincronicidade dos dois links abaixo:

 
No Paraná, uma agência de Outplacement que fornecia vagas inexistentes com parcerias inexistentes mas sob taxas existentes e altas foi "lacrada" pelo Ministério Público.
 
E hoje apareceu uma iniciativa curiosa, digna de ampla divulgação: um abaixo-assinado requer fiscalização do Conselho Federal de Administração às práticas de RH, especialmente as de
a) não identificação da empresa ofertante de vaga nem faixa salarial
b) solicitação ilegal de experiência específica (por Lei, máximo 6 meses)
c) duração extensa sem cabimento de "processos seletivos" que chegam a 6 ou 8 horas em um único dia
d) "convites" para participação em processos seletivos sem um mínimo cruzamento prévio de perfil ou intenção informados do candidato com o da vaga em aberto
e) desrespeito à regulamentação profissional existente, contratando-se ao final profissionais NÃO HABILITADOS para a função a ser desempenhada (p.ex. não-administradores para gestão de pessoal e financeiro, de sistemas e organização de processos/métodos de negócio) 
A empresa afetada pela decisão do Ministério Público divulgava até hoje em seu blog notícias como: "Sucessão: é preciso estratégia".
 
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3 comentários sobre “Outplacement, entre cercos e sucessões

  1. A gente precisa se perguntar como é que a opinião pública de um país suporta uma guerra de 10 anos:
    1. Não usar alistamento compulsório e assim usar apenas os mais pobres e desinformados como bucha de canhão;
    2. apelar para bombardeios e aviões-robôs que minimizam mortes [do lado dos que atacam];
    3. controlar rigidamente a imagem da guerra na emprensa – eu vivo nos EUA e nunca passei mais de uma semana sem ouvir um artigo sobre soldados ou outros americanos ajudando em creches no afeganistão ou construindo casas para velhinhos, etc;
    4. controlar a mensagem: muita patriotagem, muito Galvão-Buenismo gringo, muito “dêem apoio aos nossos soldados”, etc;
    5. e finalmente terceirizar, terceirizar e terceirizar.

    RE: Bah, excelentes perguntas. É como se um país em guerra não precisasse mais reorganizar toda sua produção, distribuição e consumo em torno da guerra e funcionasse harmonicamente e sem maiores problemas a despeito dela. Mas… “a despeito dela”?

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