Religioso, laico, tênue limite

Durante a semana passada vários soldados franceses foram mortos no Afeganistão, em plenas comemorações do 14 de julho.

Hoje o país homenageou os soldados mortos em um momento "emocionante" (sic). Durante a missa, foi muito interessante acompanhar a fala do celebrante. Ele não separava o fato da oração aos mortos se ligar à "pátria", à própria França. Na ponta da língua do padre estava, fundido com o discurso religioso, o discurso nacionalista.

Surpreende precisamente isso: o padre não separava no discurso a celebração religiosa da morte do ritual cívico da baixa dos soldados. E toda cena ao entorno, com os lamentos de Sarkozy, parecia reforçar essa não separação.

Desde as mortes, alguns blogs católicos franceses também conferiram tonalidade religiosa ao ocorrido. 

O que dá um ar um pouco estranho em certas nuances da guerra: se os talibãs cometeram crimes em nome da religião, da tão acusada burca até a explosão dos Budas gigantes em 2001, se tantos soldados (vide seus blogs) sustentam a guerra como uma "liberação" da opressão teocrática afegã contra os afegãos, então ligar motivos religiosos à inspiração para participar de uma guerra contra distorções religiosas soaria estranho, certo? 😉

 

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