A onça não fala português

Dias atrás certo pessoal da FUNAI matou uma onça, que invadiu sua base próxima da fronteira com o Peru. A onça matou um cachorro e estava a poucos metros de gente hospedada no lugar.

O Blog da Amazônia, que registrou o caso, publicou também a justificativa do pessoal da FUNAI. Eles responderam às diversas críticas sustentando a necessidade de matar a onça. O sertanista encarregado disse:

Não dá pra levar um papo com a onça na porta de casa. As onças aqui não falam português. (…) A natureza por aqui nos coloca ora caçadores, ora caça. Não tem meio termo, dardinho tranquilizante, ou telefonema pro Ibama.

De tudo isso apenas surpreende, exatamente na ausência de "meio termo", o fato de pessoal tão especializado não demonstrar protocolos de ação para esse tipo de situação. Para qualquer um é certo que, diante de uma onça logo ali, o protocolo mais evidente é a bala e pouca gente há de discordar. Agora, dentro de uma missão especializada, que vai à mata sabendo que é passível de viver esse tipo de situação, parece estranho o único cenário possível ser o protocolo da bala.

Foto: uma onça parda em local bem mais visitado.

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