Além do Eu, Amizade e Trem da Morte

Três lançamentos interessantes (cada qual em seu assunto):

Muito Além do Nosso Eu, de Miguel Nicolelis (livro, livrarias). 

 Imagine um mundo onde as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam entre si através do pensamento. Um mundo em que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados. Parece cenário de ficção científica, mas tudo isso pode se tornar realidade. A humanidade está prestes a cruzar mais uma fronteira do conhecimento em direção à compreensão do imenso poder do cérebro, um conhecimento que poderá ser aplicado com grande proveito nas áreas de saúde e tecnologia.
Em Muito além do nosso eu, o premiado e internacionalmente reconhecido neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis revela suas ideias revolucionárias sobre essa nova tecnologia. Ele nos explica como o cérebro cria o pensamento e a noção que o ser humano tem de si mesmo (o seu self) – e como isso pode ser incrementado com o auxílio de máquinas. Este é o primeiro livro, destinado a um público leigo, a descrever com pormenores os enormes passos que a ciência vem dando para a criação das interfaces cérebro-máquina.
Nicolelis mostra como a tecnologia será capaz de transformar a sociedade humana e moldar uma nova “indústria do cérebro”, um empreendimento global com potencial de geração de trilhões de dólares. Essas interfaces, também chamadas ICMs, poderão um dia devolver a mobilidade a pacientes com paralisia grave, graças ao uso de “exoesqueletos” membranosos, que serão vestidos como uma roupa. As descobertas de Nicolelis e sua equipe oferecem também um caminho para a cura de distúrbios neurológicos como a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer, sem contar as fascinantes perspectivas de comunicação tátil a longa distância e de exploração do fundo do mar e do espaço.
Muito além do nosso eu fala de um futuro tecnológico em que as visões catastrofistas dão lugar ao otimismo e à esperança. Essa é uma das maiores aventuras da ciência contemporânea, e Nicolelis nos proporciona uma compreensão profunda e iluminadora desse admirável mundo novo. [site da editora]

 

Para uma Ética da Amizade em Friedrich Nietzsche, de Jelson de Oliveira (livro, livrarias). 

Para uma ética da amizade em Friedrich Nietzsche  de Jelson Oliveira examina com notável competência, inspiração e acuidade o importante tema da amizade na ética de Friedrich Nietzsche. Certamente, trata-se de um viés analítico extraordinariamente produtivo, pois a amizade tem sido muito pouco tratada conceitualmente, de modo tão exaustivo, pelos cometnadores da filosofia do autor de Assim falou Zaratustra. E, no entanto, trata-se de uma vertente e caminho importante, que nos reserva muitas surpresas, e que se cruza com quase todos os grandes temas do pensamento de Nietzsche. Jelson Oliveira nos guia com segura maestria nesse percurso, e estou certo que o leitor ficará generosamente recompensado com a leitura de uma obra que, além de alimento espiritual de primeira ordem, é capaz de proporcionar enorme gratificação estética em sua leitura, uma razão a mais para recomendá-la com vivo entusiasmo aos interessados na obra daquele que se auto-compreendia antes como dinamite que como homem. (Osvaldo Giacóia, no Prefácio)  [site da editora]

 

As Vozes de uma Lenda, de Thaís Sabino (livrarias).

 O livro-reportagem “As Vozes de uma Lenda – da fronteira ao oeste” faz uma investigação sobre quais foram os fatos e motivos do passado que fizeram a linha férrea, que liga Brasil e Bolívia, ganhar o nome de “trem da morte”. A linha Noroeste existe desde 1912. Ela já foi e ainda é o meio de muitos brasileiros conhecerem a Bolívia e vice-versa. O trajeto, em outros tempos, partia da Estação da Luz, seguia para Bauru, Corumbá, Puerto Quijarro e terminava em Santa Cruz de La Sierra.
 
O passado deste trem jamais foi explorado e em “As Vozes de uma Lenda” relatos de pessoas que ajudaram a construir a linha férrea, andaram no primeiro trem que percorreu estes trilhos e presenciaram fatos nunca antes comentados montam o quebra-cabeça sobre a história do trem. As memórias contadas por conhecedores da linha férrea vão desde a morte de operários durante a construção, ataques indígenas, assassinatos nas estações, acidentes suspeitos, o longo período de duração das viagens até quando o trem foi o principal transporte para o tráfico de cocaína entre os dois países.
 
Enquanto a história se constrói em meio às recordações dos antigos passageiros deste trem, a autora refaz o trajeto décadas mais tarde do que fizeram os entrevistados. Mesmo nos anos 2000, os caminhos tortuosos e quase desertos, a infraestrutura do trem e a escuridão que domina a janela, provocam um sentimento fúnebre no ar. A trajetória segue até Santa Cruz de la Sierra, onde os bolivianos revelam o que aconteceu no passado para que o trem ficasse conhecido como o “trem da morte”. [informe do livro e de um documentário relacionado]
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