Curitibas, cães e microchips

Tempos atrás, havia um grande cão solto no bairro. A dona tinha problemas com bebida, deixava o portão aberto e lá ia o cachorro avançar nos transeuntes. Eu já precisei carregar pau e tijolo, enquanto outros tiveram (por sorte) a pasta mordida.

Nisso, acionamos o infalível serviço do 156 (para quem não sabe, é o "canal de comunicação entre a prefeitura e o cidadão", sic). Como de costume, a informação começou a rodar entre os órgãos (no caso, a secretaria de meio ambiente, a guarda municipal e a polícia), até morrer em algum conjunto de bytes que hoje substituem arquivos empoeirados.

Um dia tiraram o cachorro de lá: a dona se mudou… Mas a prefeitura não fez nada.

Vai ver porque, sendo "cidade da gente" que é, Curitiba está preocupada com assuntos muito mais importantes, certo?

Por exemplo, atenciosos vereadores se preocupam agora em colocar serviço de microchip em cães. Em atenta sinergia com a cidade, devem seguir a linha de outros projetos muito importantes, como o do Dia da Lambaeróbica.

Ou o Derosso (PSDB) que, enfim, não deixamos largar o osso.

***

A imagem acima é do Latuff.

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