Fronteiras do Ciência Sem Fronteiras

Prezado(a) Pesquisador(a),

Vimos divulgar as chamadas para bolsas de pós-graduação e pós doutorado no exterior no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras – CNPq/CAPES dentro das áreas prioritárias abaixo. Informações detalhadas sobre as chamadas encontram-se no Portal do Programa Ciência sem Fronteiras em http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/inscricoes-resultados.

Estão abertas também as chamadas para atração de pesquisadores ao País com o objetivo de trazer jovens talentos no período de 36 meses ou de permitir a vinda de pesquisadores de  grande renome internacional por um período de um a três meses por ano ao Brasil, em projetos de ate 3 anos. Mais informações constam no link:
http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/atracao-de-cientistas-para-o-Brasil

Em 2012 o Programa Ciência sem Fronteiras irá oferecer: 5000 bolsas de doutorado sanduíche, 2.300 bolsas de doutorado pleno, 2000 bolsas de pós-doutorado no exterior e mais de 200 bolsas para atração de pesquisadores ao país.

Áreas Prioritárias:

– Engenharias e demais áreas tecnológicas;
– Ciências Exatas e da Terra;
– Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
– Computação e Tecnologias da Informação;
– Tecnologia Aeroespacial;
– Fármacos;
– Produção Agrícola Sustentável;
– Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
– Energias Renováveis;
– Tecnologia Mineral;
– Biotecnologia;
– Nanotecnologia e Novos Materiais;
– Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
– Biodiversidade e Bioprospecção;
– Ciências do Mar;
– Indústria Criativa;
– Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva;
– Formação de Tecnólogos.

Atenciosamente,

Núcleo de Gestão do Programa Ciência sem Fronteiras – NGCSF
Endereço eletrônico: cocsf@cnpq.br

Curioso acento no “áreas prioritárias”: tudo se passa como se o desenvolvimento de um país, mesmo tecnológico, não dependesse também do desenvolvimento de todas as áreas de humanidades. Boa parte dos pesquisadores de humanas possuem sim responsabilidade sobre essa “não prioridade” de sua disciplina, por motivos como esse (que na modalidade brasileira se aplicam também às pesquisas de exatas, apenas com a diferença de lobby), rendendo a crítica de que humanas são cursos “coxa” (como dizem alguns estudantes de SP) e sem relevância “prática” (valeria ler  o link acima com a compania de argumentos como o de Sergio Buarque sobre  a intelectualidade ornamental do brasileiro, ainda viva em não poucos sectos).

Certamente o momento do Brasil exige um boom na educação tecnológica. Aí está, fala-se de educação tecnológica – até na demanda as humanidades figuram. Mas as prioridades definem bem uma linha facilmente detectável no dia-a-dia, uma espécie de primado burro da tecnologia pela tecnologia (vide os programas do Fantástico), diante do qual até o direitista mais raivoso às vezes faz sua crítica (como o Arnaldo Jabor chamando a aproximação da tecnologia e da miséria, em casos extremos como o do tráfico, de “merda com chips”).

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3 comentários sobre “Fronteiras do Ciência Sem Fronteiras

  1. Catatau,

    Estas idiossincrasias do Brasil parecerem fazer parte da nossa cultura. Isso vai além dos governos. É uma característica nossa.

    Aqui, entende-se por avanço tecnológico aquilo que está relacionado as exatas. Queremos foguetes, nanotecnologia, perfuração de poços profundos, etc. Quem não quer?

    Levamos para os estudos das ciências a mesma metodologia que adotamos para a organização da sociedade: começa-se sempre por cima, e não por baixo. Construir bases para quê?

    O fato é que com muito dinheiro qualquer um pode contratar as melhores mentes para construir tais tecnologias. Daí constrói-se o orgulho nacional de sermos capazes de lançar um satélite no espaço, mas esconde que somos incapazes de formar um estudante do ensino fundamental com bases suficientes para que ele tenha oportunidades de escolha.

    Enfim, estamos mais imitando e “correndo atrás”, ao invés de formar e criar.

    • Obrigado por esse comentário, Marcio! Foi praticamente um post à parte que resumiu e trouxe novos elementos para o informe acima, como a construção de cima para baixo e a mania um pouco genérica e caricata de primeiro fazer para depois ver no que dá. Abraço!

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