Evangélicos, índios e intolerância religiosa

Texto essencial de Felipe Milanez, sobre a evangelização (mais ou menos forçada, travestida de “escolha”) dos índios e suas articulações com outros interesses ideológicos.

“Convenceram todo mundo a ser crente. Botaram uma ameaça no nosso coração, dizendo que sem essa religião todo mundo iria para o inferno, que nós não teríamos salvação, não seríamos capaz de ser um povo feliz. Que nós vivíamos com o demônio. Que nossos rituais e nossas crenças eram coisas do demônio.”

“nosso povo estava não apenas perdendo a língua, mas perdendo o nosso espírito. Nossa conexão espiritual com nós mesmos, com a natureza, com o nosso mundo, com os nossos ancestrais”

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6 comentários sobre “Evangélicos, índios e intolerância religiosa

    • Pois é, Renato.

      O que fizemos com os índios nos constitui (pois configurou o Brasil tal como é), e curiosamente continuamos fazendo e nos constituindo de tal forma que não nos reconheceríamos.

      Daí a importância de textos como aquele, para impedirmos por diversos meios (o voto, por exemplo) outras barbaridades.

      Abraço!

      • Não é argumento, mas o proselitismo contrário, o do ateísmo, que muitos afirmam ser uma crença também, vide o pessoal do Bule Voador. Mas ele bate também no deísmo e teísmo e, bem, “Deus é um delírio” já rendeu até demais na rede.
        Eu sou mais cético, e não sei realmente se esse caminho proposto pelos chamados neo-ateístas é válido per se, mas o que eu quis dizer mesmo é que em casos como deste seu post me dá uma vontade de “chacoalhar” os ombros desses fundamentalistas, fazer eles te olharem nos olhos e dizer: – ei, cara, isso que você está fazendo é uma babaquice, a tua religião é tão ruim como a deles, volta prá cidade e deixe as pessoas em paz!

      • Pois é, sem contar essa curiosa falta de criatividade, e até espiritualidade (em qualquer sentido que se admita), que faz alguns tentarem garantir alguma positividade da própria fé não pela busca de uma consistência própria ou autêntica, mas na retirada da autenticidade vivida pelo outro… (mais ou menos como tentar ganhar a partida sem marcar gol, mas investindo no gol contra do adversário)

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