Filosofia da caminhada

https://i2.wp.com/i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/caminhar.jpgHá algum tempo, o professor francês Frédéric Gros (conhecido estudioso de Foucault) publicou um pequeno livro, de leitura agradável e  repetidamente chamado de “muito bonito”. Trata-se de Marcher, une Philosophie, enfim traduzido por aqui como Caminhar, uma Filosofia (resenha, informe, informe).

O livro trata de “mil e uma maneiras de caminhar”. Dentre os nomes citados estão Rimbaud, Thoureau, Kerouak e outros (sem as doidices do ecletismo). Dentre as práticas, constam desde a pequena “suspensão” representada por uma simples caminhada até a radicalidade do apelo ao selvagem (“the Wild“), sem contar outras atitudes “espirituais” relacionadas a engajamentos ainda mais notáveis.

Diante das  já conhecidas capturas do mercado (“fazer um trekking” ou o “turismo de aventura”, adotar os modismos da “saúde”, do “alto rendimento” etc.), Gros contrapõe diversas outras perspectivas, provocando: “para caminhar é preciso de pernas, o resto é vão…”. As caminhadas de Nietzsche e Kant também constam lá (“E se só fosse possível pensar direito usando os pés?”).

Na França, junto com o pequeno livro Gros organizou também uma antologia, Petite Bibliothèque du Marcheur (Pequena Biblioteca do Caminhante, trecho gratuito não traduzido).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s