O esporte olímpico brasileiro e os leões por dia

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Adriana Araujo, boxeadora e medalhista olímpica, sobre seu treinamento:

E nesse caminho você teve incentivo, apoio, patrocínio, ajuda do governo?

Durante oito anos de carreira eu não tive apoio nenhum, a não ser do meu próprio treinador, que me ajudou muito. Para me manter, trabalhava de dia e treinava a noite. Trabalhei como zeladora de um prédio, depois eu consegui um trabalho numa empresa daqui de Salvador chamada Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia), como cadastrante. Em 2008 apareceu a primeira oportunidade de ter uma ajuda, do Governo Federal: o bolsa-atleta. Aí larguei tudo e pude me dedicar só ao boxe. Eu recebia R$ 1500 e já era uma grande ajuda para mim, porque, pô, para quem não ganhava nada né? Só o fato de ter parado de trabalhar em outras coisas, de aliviar a carga horária que eu tinha, já ajudou. Eu entrava no serviço às oito horas da manhã e largava cinco horas da tarde. Só então eu ia treinar. Era muito estressante, cansativo para caramba. A medalha olímpica veio hoje, mas graças a Deus, há anos e mais anos, eu venho trazendo resultados para o meu país.  (…)

Ela fala também sobre coisas como politicagem e a curiosa tendência brasileira em aceitarmos goela abaixo ordenanças do tipo “gerentão”.

Há onde a preocupação é outra:

Michael Phelps superou todos os recordes e ganhou todas as provas em que participou até ao momento nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. As suas capacidades inatas são reconhecidas e admitidas, porém as suas conquistas sobre-humanas exigem um planeamento metódico e sem falhas e um esforço da sua parte que o levam a fases de esgotamento. Como aconteceu em Ohio, quando adormeceu na plataforma de saída antes de disputar os 400 metros livres. Segundo o diário espanhol El Mundo, as pizzas que come ao jantar digeridas com bebidas energéticas e os oito ovos que é “capaz” de comer ao pequeno-almoço perfazem o total de 12.000 calorias, as mesmas que destrói durante os seus treinos diários de cinco horas. No total o atleta mais medalhado de todos os Jogos Olímpicos faz 80 km por semana sobre a água. Nos últimos cinco anos, Michael Phelps poupou-se a essa distância apenas uma vez. Foram cinco dias sem treinar.

e

Pelas seis medalhas conquistadas nestes Jogos Olímpicos, Michael Phelps vai receber do Comité Olímpico Americano (USOC) um total de 104 mil euros (20 mil por cada uma das quatro de ouro e 12 mil vezes as duas de prata) como prémio, mas desse montante terá que pagar nada menos que 36.800 euro de impostos, um valor considerado exorbitante. De grosso modo, é esse o “prejuízo” do nadador, no balanço da sua participação olímpica (…)

 

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