O talibã e o funk

MC Menor, sobre o fato das músicas de funk inspirarem o desejo de milhões em possuir status, mulheres e outros “objetos” de valor com incríveis – e não raramente curiosos – critérios de pragmatismo:

“Enxergo o mundo como meu público enxerga. Nasci na comunidade, sei que lá ninguém quer cantar pobreza e miséria”

O que faz lembrar um antigo post:

Sobre quem constrói o mundo e suas visões

“A visão de mundo mais perigosa é a visão de mundo daqueles que nunca viram o mundo”. Alexander von Humboldt (14.9.1769–1859)

Postado por andrevallias

“É coisa de quem sai pouco do próprio bairro”

, afirmou Sylvia Colombo na FSP, sobre o infeliz lançamento do “Guia do Politicamente Incorreto da América Latina

“What do you expect?” the gardener asked me near the ruins of the old royal winter palace in Jalalabad. “The Taliban came from the refugee camps. They are giving us only what they had.” And it dawned on me then that the new laws of Afghanistan – so anachronistic and brutal to us, and to educated Afghans – were less an attempt at religious revival than a continuation of life in the vast dirt camps in which so many millions of Afghans had gathered on the borders of their country when the Soviets invaded 16 years before.

Essa é de Robert Fisk, em A Grande Guerra pela Civilização/Great War for Civilization (passagem ampliada).

Variações que remontam a… 2500 anos? Durante o governo Bush, um assessor de alto escalão disse a um jornalista do NYT:

O mundo não funciona mais assim. Somos um império agora, e quando agimos, criamos nossa própria realidade. E enquanto vocês estudam essa realidade – judiciosamente, como queiram -, agimos novamente, criando outras novas realidades, que vocês podem estudar também, e aí está como as coisas serão. Somos os atores da história… e vocês, todos vocês, apenas ficarão estudando o que nós fazemos.

Já as versões tupiniquins sempre têm seu coeficiente próprio de arretância. Essa de Nelson Jobim – ainda fresquinha – superou todas as expectativas. Segundo ele, o Código Florestal não precisa tratar do futuro,

“pois estaremos todos mortos”

 

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