Fim do mundo

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Toda essa onda de fim do mundo me faz lembrar de um professor que, ensinando Freud e freudianos, dizia que nossa época é “adolescente” e o adolescente se define pelo acting out (grosseiramente: o agir irrefletido e inconsequente, como se a ação liberasse certa dose de ansiedade na qual, agindo, o adolescente evitaria enxergar seus próprios problemas, mesmo que de algum modo saiba que algo se passa).

Isso é interessante, pois sempre nossa civilização esperou algum ou vários tipos de fins de mundo. A diferença é que agora nossas ações realmente concorrem para que o mundo acabe, mas enquanto isso parecemos utilizar o mecanismo do acting out: agimos, e agindo evitamos algo que não queremos ver, mesmo que o vejamos por outras vias (o discurso politicamente correto do ambientalismo, por exemplo, que numa sociedade de ações só pertence – quando muito – à reação).

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