O controle superdobrado

Em 1992 o filósofo Gilles Deleuze dizia que, no futuro, o controle sobre as condutas avançaria tanto que seríamos controlados até em ambiente aberto, inclusive com nosso consentimento.

Curioso notar, 20 anos depois, o seguinte: Você busca um tênis em qualquer site de vendas; você acessa uma lista de convidados, alunos, clientes, o que quer que seja. Logo o Google estará vinculando seu tênis buscado (ou algum semelhante) em qualquer anúncio da web; e o Facebook oferecerá, como “possíveis conhecidos”, a mesma lista de pessoas que você consultava há pouco. Que se imaginem as consequências.

20 anos atrás, o pensador citado acima escrevia coisas como:

Não há necessidade de ficção científica para se conceber um mecanismo de controle que dê, a cada instante,  a posição de um elemento em espaço aberto, animal numa reserva, homem numa empresa (coleira eletrônica). Félix Guattari imaginou uma cidade onde cada um pudesse deixar seu apartamento, sua rua, seu bairro, graças a um cartão eletrônico (dividual) que abriria as barreiras;  mas o cartão poderia também ser recusado em tal dia,  ou entre tal e tal hora; o que conta não é a barreira,  mas o computador que detecta a posição de cada um, lícita ou ilícita, e opera uma modulação universal.

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2 comentários sobre “O controle superdobrado

    • Olá Rodrigo!

      Tua dica e as de outros amigos estão fermentando ainda na cabeça para ler e bolar um esquema nesse assunto. Teu comentário só vem a reforçar a importância.

      Abração e obrigado,

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