Facebook, twitter, redes sociais: “fale sobre você”

Programas como o twitter e o de Zuckerberg emplacaram como “rede social”. Qualquer um sabe como opera: para além de simples  softwares, configuram conglomerados de dispositivos, agregando publicidade, especulação financeira, vigilância, tecnologias experimentais e inúmeros outros fatores.

Nesse imenso agregado, eu e você, nossa privacidade, o que temos de mais íntimo, aquilo que engendra nossas vidas e desejos, é uma das matérias principais a mover toda a maquinaria. O FB e o twitter funcionam principalmente porque respondemos, cada vez, à pergunta: “Fale sobre você”.

Essa pergunta funciona como um verdadeiro imperativo. E a finalidade desse imperativo, além de reforçar todo o conglomerado de dispositivos acima, é também a de aprimorá-lo, reiterar o sistema.

Nisso tudo é muito curioso ver como somos, aos milhões, arrastados pelo imperativo. A ponto de criarmos verdadeiras economias afetivas dentro desse negócio: somos capazes por exemplo de valorizar ou reprovar certas atitudes, reprovando condutas que não utilizam as redes sociais conforme esse imperativo.

Para redes como o Facebook e o twitter, nossa afetividade é verdadeiro objeto, e objeto de lucro e desenvolvimento de tecnologias para aprimorar ítens como lucro (mais lucro), vigilância e segurança. Parece um pouco surpreendente o quanto levamos isso a sério e transformamos isso tudo numa verdadeira vitrine. Como se ela traduzisse, sem recursos, quem somos nós.

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