O cara de Humanas e suas palavras

Uma das coisas doidas que vejo em Humanas é certo molejo com relação às palavras. Você conversa com um cara de Humanas em linguagem coloquial, emprega tal ou qual palavra, essa palavra evoca no cara alguma teoria que ele aprendeu um dia (especialmente alguma em voga, na moda) e, de repente, a alquimia: a linguagem coloquial se transforma, sem maior justificativa, em compromisso conceitual. E, porque o cara leu tal coisa sobre aquela palavra, isso serve de justificativa para, mais ou menos discretamente, você ser repreendido por tê-la utilizado.

Mas a maior ironia é que o mesmo cara de Humanas também comete o procedimento exatamente inverso: quando não está mais numa situação coloquial, mas precisa ater-se às palavras em sentido rigorosamente acadêmico, as palavras perdem seu rigor e inúmeros termos que precisavam ser tratados em seus devidos contextos são inadvertidamente unificados ou tratados sem maior crítica.

Entre a condenação normativa e o desleixo conceitual, alguma coisa se passa 😉

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