
Disse Bolsonaro em relação à Amazônia, contra a Alemanha:
“A imagem do Brasil? Você acha que grandes países estão interessados na imagem do Brasil ou em se apoderar do Brasil?”
Nacionalismo, certo? Eis o que Ricardo Salles disse após Ricardo Galvão sustentar a credibilidade internacional do INPE e da ciência brasileira:
“Com todo respeito ao sr, o nacionalismo do sr é uma coisa indisfarçável, e isso é uma das razões de não termos um sistema up to date, porque é tanto ufanismo com coisa nacionalista, que ao inves de ter o melhor temos o que tem porque é brasileiro”.
O governo Bolsonaro é “nacionalista” quando nega investimento de outros países para preservação ambiental. Mas não é nacionalista quando se trata de investir na ciência brasileira.
O que dizer em relação a nosso Urânio, produto estratégico para a soberania nacional?
Temos que resolver internamente a questão (…) que hoje é monopólio da União e está nas mãos da Indústrias Nucelares do Brasil. O que temos que fazer é flexibilizar nossa legislação para que possa haver a participação da iniciativa privada na exploração do urânio
, disse o ministro das minas e energia, Almirante Bento Albuquerque. E o próprio presidente já disse, sobre a mineração em geral:
Terra riquíssima (em referência à reserva Yanomami ). Se junta com a Raposa Serra do Sol, é um absurdo o que temos de minerais ali. Estou procurando o Primeiro Mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, a minha aproximação com os Estados Unidos. Por isso, eu quero uma pessoa de confiança minha na embaixada dos EUA.
Mas há versões segundo as quais o presidente pregaria que a mineração favorecerá o desenvolvimento local. Que os índios, principais habitantes de tantos lugares candidatos à mineração, merecem ser “reintegrados” à sociedade. Será mesmo?